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Madeira perde 2.262 residentes em 2015

No final do ano passado, residiam na Região Autónoma da Madeira 256.424 pessoas, das quais 119.635 homens e 136.789 mulheres, de acordo com as Estimativas da População Residente, acabadas de divulgar pela Direção Regional de Estatística da Madeira. Números que evidenciam a tendência de decréscimo populacional começada em 2011, mas de forma menos acentuada, significando uma redução de 2.262 pessoas face a 2014 e uma taxa de crescimento efetivo negativa, de -0,9% (-1,0% em 2014).
Até em 31 de dezembro de 2015, o decréscimo populacional deveu-se essencialmente aos saldos migratório e natural negativos de -1.598 pessoas e -664 pessoas respetivamente, ambos superiores aos de 2014.

À exceção do município de Santa Cruz, todos os restantes municípios do arquipélago apresentaram taxas de crescimento efetivo negativas, tendo-se observado os maiores decréscimos populacionais nos municípios do Porto Moniz e de Santana (-2,1% e -2,0% respetivamente).
Em 2015, a densidade populacional da Região era de 321,3 habitantes por Km2.
O Funchal foi o município a registar o maior valor (1.392,9 Hab/Km2), contrastando com o Porto Moniz, que apresentava o valor mais baixo (29,5 Hab/Km2).
A proporção de jovens (população com menos de 15 anos) continuou a diminuir em 2015, representando 14,8% da população total (15,2%, em 2014).
A proporção de idosos (população com 65 ou mais anos) manteve também a tendência crescente dos últimos anos, atingindo 15,6% da população residente (15,2%, em 2014).
Em consequência, o índice de envelhecimento continuou a aumentar, e, nesse ano, pela primeira vez na Região Autónoma da Madeira, atingiu um valor superior a 100, fixando-se em 105,3 pessoas idosas por cada 100 jovens (99,8 em 2014).
Os valores mais elevados deste indicador registaram-se em São Vicente (220,7), Santana (216,2) e Porto Moniz (211,2). E os valores mais baixos foram observados em Santa Cruz (59,8) e Câmara de Lobos (63,9).
Em 2015, subiu o número médio de filhos por mulher, traduzido pelo índice sintético de fecundidade, que neste ano volta a ultrapassar a unidade, situando-se em 1,10 filhos por mulher (0,95 em 2014 e 0,98 em 2013).

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