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Desenvolvimento na Madeira ainda é baixo

(foto: Paulo Camacho)
O Índice Sintético de Desenvolvimento Regional na Região Autónoma da Madeira fixou-se em 93,07, em 2014, registando uma ligeira diminuição face a 2013 (93,72), mas uma melhoria se comparado com 2011 (90,85). Os dados divulgados ontem pela Direção Regional de Estatística da Madeira, que têm por base o levantamento igualmente revelado ontem pelo Instituto Nacional de Estatística, evidenciam que o arquipélago da Madeira apresenta um índice de coesão baixo (84,61), invertendo uma trajetória crescente observada nos 3 anos precedentes (2011-2013).

No global, no índice de coesão, os resultados retratam um país mais equilibrado, pelo menos ao nível do espaço continental, sendo que em termos de desempenho há duas regiões – Área Metropolitana de Lisboa e Centro - que superam a média nacional e outras duas – Alentejo e Norte – que registam índices muito próximos de 100.
A Região Autónoma do Açores apresenta o índice de coesão mais baixo, bastante inferior a 100 (77,65 em 2014), evidenciando quebras sucessivas de desempenho no período 2011-2014.
No índice de competitividade, os resultados refletem um retrato territorial do país em que se destaca de novo a Área Metropolitana de Lisboa, evidenciando o valor mais elevado do país em 2014 (114,16) e apresentando-se como a única região NUTS II a superar a média nacional.
As regiões autónomas apresentam, ao invés, os índices de competitividade mais reduzidos comparativamente às regiões continentais, no entanto a RAM, em 2014, ganha alguma competitividade face ao ano anterior, passando o índice de competitividade de 85,97 em 2013 para 86,84 em 2014.
No índice de qualidade ambiental, os resultados apurados mostram uma imagem do país mais favorável. Neste indicador, o destaque vai para a RAM, que, consecutivamente ao longo dos anos em estudo, apresenta os índices mais elevados e a excederem, de modo significativo, a média nacional (108,77 em 2014).
Há apenas duas regiões – Algarve e Centro – que, em qualquer dos anos em observação, registam índices inferiores a 100, ou seja, um nível de eficiência e desempenho ambiental abaixo da média do país. Em 2014, a Área Metropolitana de Lisboa, pela primeira vez no período em análise, apresenta um índice inferior a 100 (99,70).
Uma nota final para referir que os resultados do Índice Sintético de Desenvolvimento Regional indicam que a Área Metropolitana de Lisboa continua a ser a única região do país que supera a média nacional em termos de desenvolvimento regional, com o índice global (agregação dos índices de competitividade, coesão e qualidade ambiental) a situar-se em 106,83, inferior ao observado em 2013 (106,85).

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