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SATA estuda proposta da Madeira para alargar Faro

A secretária regional do Turismo e Transportes considera que a nova ligação aérea Madeira-Faro vem abrir novas perspectivas para a Madeira, os Açores e o Algarve. Conceição Estudante sublinhou ontem no Aeroporto da Madeira que se trata de uma nova rota que o destino tem vindo a suportar em termos promocionais e que era muito desejável. Recordou que já foram desenvolvidas duas acções em Faro e em Sevilha e sublinha que a receptividade dos agentes turísticos foi a melhor.

Complementa que a ligação, tal como está concebido, “tem sido um voo de grande sucesso em termos de vendas”. Por isso, aproveitando a presença de passagem no voo inaugural de António Menezes, presidente da SATA, renovou o pedido à transportadora para que tenha em consideração a possibilidade do alargamento do período das ligações, tendo em linha de conta o “sucesso que já podemos considerar que existe para a operação, que é de sensivelmente dois meses”. Entende que tem condições para alargar e criar negócio para todos nas três regiões. “É turismo interno, receitas que ficam no País”.
Em resposta, António Menezes, presidente do Grupo SATA, começou por agradecer todo o apoio que as regiões turísticas têm facultado à transportadora. “O sucesso só existe se houver um trabalho de fortíssima proximidade entre as companhias aéreas e as regiões turísticas e o trade”. Em termos de resposta concreta à pretensão de Conceição Estudante, sublinha que será dada pelo mercado. Pela parte da SATA deixa bem claro que “está totalmente comprometida em viabilizar o sucesso comercial da rota. Vamos ver os dados efectivos ao longo do Verão para analisar se é possível ir ao encontro desta proposta que merece um maior entusiasmo e que vai ser objecto de um maior trabalho e de um mais apurado estudo”.

Não obstante, admite que venha a ter o “break-even” da rota já este ano pelo que admite ver os próximos anos com outros olhos.
Quando à possibilidade da nova linha aérea beliscar a ligação marítima entre o Funchal e Portimão, igualmente no Algarve, Conceição Estudante não partilha dessa ideia. Acentua que para os dois tipos de ligações, que entende serem distintos, existem possibilidades de negócio entre o Algarve e a Madeira e entre esta Região Autónoma e as ilhas Canárias e os Açores. Diz que se tratam de produtos distintos na sua natureza e nas rotas abrangidas que “terão de ser encarados numa perspectiva integradora e de complementaridade”.
Por outro lado, o presidente do Grupo SATA diz que a nova frota da transportadora vem permitir ter voos mais económicos e com mais frequências.
Com ela diz que a companhia passou de uma vocação inter-regional, dentro dos Açores, para uma outra vertente inter-regional para a Madeira, as Canárias e agora para o Algarve.
Recordou que a companhia está igualmente na linha do Porto Santo desde 2007 e que, no ano seguinte começou com a rota regular entre a Madeira e Las Palmas, em Gran Canaria.
Agora diz que é tempo de grande empenho para concretizar o sucesso comercial das rotas. “Depois, vamos ver se há condições para manter esta cadência e essa abrangência de visão do nosso plano de expansão. E, acima de tudo, este ano, particularmente difícil, é preciso consolidar todas estas apostas”.

Para Nuno Aires, do Turismo do Algarve, há a convicção que a nova linha venha permitir a criação de programas complementares
Para a história fica a primeira viagem regular da SATA entre a Madeira e Faro, com ligações duas vezes por semana, à segunda-feira e à sexta-feira, com inicio e termo em Ponta Delgada.
Em princípio, vai decorrer até Setembro, e, possivelmente, até Outubro. Depois, vai depender da resposta do mercado.
A primeira ligação para Faro aconteceu ontem pelas 13.10 horass, com direito a um “baptismo” e foi efectuada com as novas aeronaves Bombardier Q400 NextGen, de 80 lugares, da SATA Air Açores.
É feita com um tempo de viagem entre 1.30 horas e 1.50 horas.
Quanto a preços, anda numa base em redor dos 175 euros ida-e-volta, com direito aos 30 euros de subsídio de insularidade por trajecto.

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