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Vice-presidente do Governo: Vamos continuar a lutar pelos direitos dos residentes

O vice-presidente do Governo Regional, João Cunha e Silva, esteve ontem na Bolsa de Turismo de Lisboa, onde presidiu à conferência de imprensa da Madeira, mas onde não falou. Não obstante, à saída, seria abordado por vários media, em separado, que lhe quiseram colocar diversas questões.
Bem impressionado com o certame que teve ocasião de visitar acompanhado por Conceição Estudante, secretária regional do Turismo e Transportes e também sozinho, o governante disse não ter quaisquer encontros agendados com o Governo central em Lisboa, onde decorre mais uma edição da BTL. Acerca desta matéria lança mesmo a pergunta: “Com quem?”, para logo responder que “fica difícil reunir com o Governo da República se nem aos nossos telefonemas respondem”.
Acerca da Bolsa de Turismo de Lisboa reconheceu ser um palco privilegiado para mostrar o que de bom tem o destino Madeira como as melhorias qualitativas desenvolvidas na região autónoma, que reconheceu serem mais-valias para o turismo. Quanto a agressões paisagísticas disse que, infelizmente acontecem na ilha. Como em todo o lado. Mas sublinhou que, “felizmente se trata de excepções e não da regra”.
Num balanço da liberalização do espaço aéreo entre a Madeira e o continente, disse estar satisfeito, o que considera não haver dúvidas a esse respeito. “A abertura do mercado é sempre positiva, ao contrário das situações de monopólio”, refere, a propósito.
Quanto a resultados dessa mesma liberalização, afirmou não serem ainda os melhores. Pelo que entende que quantas mais empresas estiverem a voar para a Madeira melhor porque dessa concorrência “resultarão melhores preços para os clientes”.
No entanto, chama à atenção para outra questão que frisa nada ter a ver com a dos transportes. Antes com a “defesa dos direitos dos madeirenses e dos residentes”.
Diz que se trata de um caso à parte, tratado em conjunto com a liberalização e que, durante certo tempo, “as pessoas confundiram as duas coisas, que não são confundíveis”.
O vice-presidente do Governo Regional deixou bem claro ser a favor da liberalização mas referiu ser outra questão “a batalha que temos de continuar a travar para que sejam defendidos os interesses dos madeirenses, que não o foram e não estão a ser convenientemente salvaguardados”.
Neste âmbito, recordou que o executivo madeirense tem insistido frequentemente e sistematicamente junto do governo da República para que essa situação seja alterada.

Open da Madeira
realiza-se no Porto Santo

No que toca ao Open da Madeira de golfe, que este ano se realiza no Porto Santo, disse ser inevitável que, no futuro, se reconheça o grande mérito do campo de golfe na “volta que o Porto Santo vai dar”, num destino que era “exclusivamente de praia”. “Se o Porto Santo deixar de ser apenas um destino de sol e praia e passar a ser um destino de sossego, descanso, golfe e de praia, terá mais potencialidades e mais clientes. E, num futuro, se tudo correr bem, poderá tornar-se num destino de golfe”.
Quanto à situação actual do Porto Santo, evidenciou que a parte pública cumpriu com tudo o que tinha a fazer. João Cunha e Silva chamou à atenção para o facto dos momentos menos bons não serem exclusivos do Porto Santo. Acontecem lá e em todo o mundo, refere. Um factor que diz ser agravado numa região pequena como aquela ilha, “com as dificuldades financeiras que tem, sendo discriminada dentro do próprio país da forma injusta que é, muito naturalmente, por ricochete, algumas consequências hão-de chegar à região”. Neste sentido, diz que todos somos poucos para remar para o mesmo lado no sentido de passar este “obstáculo que é difícil neste ano”, e que admite venha a ser melhor em 2010.
Quanto a investimentos bem ou mal sucedidos no Porto Santo, disse ser oportuno deixar o mercado funcionar.

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