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Presidente do WTTC: É preciso focalizar estratégias

(foto Paulo Camacho)

O presidente do World Travel and Tourism Council, Jean Claude Baumgarten, disse no primeiro dia de trabalhos (1 de Dezembro), durante no primeiro painel do Congresso da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo, em Macau, que todos os intervenientes no sector do turismo têm de trabalhar em conjunto no sentido de atenuar os problemas que se perspectivam para a economia mundial. Vincou que há uma imperiosa necessidade de entidades públicas e privadas trabalharem em conjunto num sector que representa, em média, no mundo turístico cerca de 10% do PIB. Até porque deixou bem claro que o Turismo poderá contribuir para atenuar as consequências de turbulência económica em que o mundo está mergulhado.

por Paulo Camacho

Ao falar como “keynote-speaker” do painel “Turismo: Novos mercados, Novas oportunidades”, admitiu que o próximo ano não será muito bom para o Turismo, mas considerou que em 2010 haverá já uma recuperação que espera continue a melhorar nos anos seguintes.
(foto Paulo Camacho)
Quanto à agilidade do sector para lidar com a crise, sublinhou que, por tradição, tem sido muito persistente e que tem sabido ultrapassar as dificuldades. Falou da imperiosa necessidade de focalizar a aposta nos mercado, e, neste contexto, salientou a importância dos mercados emergentes na sustentabilidade do crescimento. Mercados como este da China, onde nos encontramos, com o maior crescimento dos fluxos turísticos entre os seus pares (na ordem dos 15% ao ano), da Índia e da Rússia, para os quais disse ser importante apostar através de parcerias. Isto sem esquecer os mercados maduros.
E, na base das novas apostas há uma nota que os oradores deixaram bem vincada: a necessidade de uma grande focalização e capacidade de estudar os novos mercados, tendo em linha de conta que essas apostas não são árvores de patacas onde se chega e abana, e começa logo a “chover” o retorno do investimento. Há que saber esperar.

Importância de inovar

Pansy Ho, directora-geral da Shun Tak, com grandes interesses em Macau, e uma das oradoras do painel, reconheceu a importância de inovar para tornar os destinos mais atraentes. Neste domínio, a filha do magnata do jogo Stanley Ho, que esteve na sessão de abertura do Congresso de Macau, afirmou que o seu grupo tem sempre essa preocupação, como o provam os constantes investimentos.
Outro ponto relevante que abordou foi a importância da promoção conjunta de destinos parceiros, no sentido de potenciar as viagens de longo curso. Uma situação que aponta tanto no sentido da Europa para a Ásia, como no sentido inverso.
Um dos poucos intervenientes da assistência foi Carlos Pinto Coelho, presidente da Confederação do Turismo de Portugal, que não colocou qualquer pergunta à mesa mas aproveito para tecer algumas críticas para consumo interno, pelo facto de não haver um caminhar conjunto entre os sectores público e privado para solucionar de problemas comuns do Turismo.

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