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easyJet reduz voos de Londres no Inverno

A low cost easyJet reduziu a operação na Madeira que era apoiada pelo Turismo de Portugal, ANAM e Associação de Promoção da Madeira, tirando três voos para semana da linha de Londres-Stansted e um da de Bristol. Adicionalmente baixou também em um voo por semana a ligação a Londres-Gatwick, que “herdou” com a compra da GB Airways.

A notícia foi avançada pelo “Diário de Notícias da Madeira” que refere que os cortes transparecem nos novos horários em vigor esta semana.

O jornal madeirense recorda que a easyJet começou a operar entre o Reino Unido e a Madeira a 29 de Outubro de 2007, ao abrigo de um protocolo assinado a 17 de Setembro, no qual se comprometia a realizar voos diários de e para Londres-Stansted e três voos por semana para Bristol, “mediante o pagamento de uma determinada verba para custos de marketing”.

Esse protocolo, de acordo com documento a que o PressTUR teve acesso, previa além das rotas de Stansted e Bristol, o lançamento de uma terceira rota internacional, que nunca chegou a ser anunciada.

Nesse documento, o Turismo de Portugal, a Associação de Promoção da Madeira e a ANAM comprometiam-se a pagar à easyJet, pela linha de Stansted, 562,4 mil euros no primeiro ano de operação, 460 mil no segundo e 396 mil no terceiro.

Em relação à rota de Bristol, os montantes definidos eram 138,4 mil euros no primeiro ano, 108,8 mil no segundo e 108,8 mil no terceiro.

Para terceira rota, que ficou em aberto, os valores eram 109,6 mil no primeiro ano, 80 mil no segundo e 80 mil no terceiro.

A especificação destes valores era antecedida de uma “calendarização” em que se especificava que a easyJet se “obriga” a no ano de lançamento ter sete voos por semana na rota de Stansted e três na de Bristol, sendo indicado para a primeira o “número passageiros desembarcados” de 20 mil e para a segunda, dez mil.

Estes totais eram justificados num “plano de negócios a quatro anos” da easyJet, “baseados no pressuposto de um volume de tráfego de, pelo menos, 20.000 passageiros a chegarem anualmente, por um período de 4 anos, numa rota internacional, e da chegada anual de 10.000 passageiros em duas rotas internacionais”, sendo referido que o Turismo de Portugal, a Associação de Promoção da Madeira e a ANAM “tomaram conhecimento” desse plano de negócios “e consideraram-no consistente com os objectivos da Transportadora”.

No entanto, 20 mil passageiros na rota de Stansted significaria uma taxa de ocupação dos voos de 35,1% e os dez mil na linha de Bristol e na “terceira rota” significaria 41,1%, quando a easyJet tem em média acima de 80%.

O documento a que o PressTUR teve acesso mostra que além desses valores base para “campanhas de marketing”, o protocolo previa o pagamento à easyJet de “um prémio por cada passageiro que chegue” no caso de ser “excedido o número determinado de passageiros desembarcados/ano/rota”.

O “prémio” na rota de Stansted era para mais o caso de passar os 36 mil passageiros (o que equivaleria uma taxa de ocupação de 63,2%) e previa o pagamento de 14,8 euros por passageiro no primeiro ano, 12,8 no segundo e 11 no terceiro.

No caso da linha de Bristol o “prémio” era para o caso de serem ultrapassados os 16 mil passageiros (65,7% de ocupação dos voos) e tinha o valor de 6,8 por passageiro nos três anos previstos.

O “prémio” na “terceira rota internacional” era também no caso de passar os 16 mil passageiros e o valor era de cinco euros por passageiro.

A notícia do “Diário de Notícias da Madeira” sobre o cancelamento de frequências por parte da easyJet diz que a low cost, quando integrou a GB Airways comprada à British Airways procurou “negociar com as entidades portuguesas - Turismo de Portugal, ANAM e Associação de Promoção da Madeira - de modo a não ser penalizada, juntando no mesmo pacote os voos da ex-GB Airways”, acrescentando: “Depois de algum impasse inicial, constatámos agora que está tudo acordado”.

A notícia acrescenta que “a entrada em vigor de novos horários esta semana” mostra que “a Madeira perdeu quatro voos de Londres e um de Bristol, se bem que continuemos a ter mais ligações regulares com o Reino Unido e a melhores preços do que tínhamos antes do acordo com a easyjet”.

Os dados mais recentes do Aeroporto do Funchal, relativos aos meses de Janeiro a Setembro, inclusive, indicam que a easyJet (englobando a partie de 31 de Outubro os voos da GB Airways) transportou de e para a Madeira 144.499 passageiros, o que equivale a 7,51% do total do Aeroporto, sendo a terceira companhia, depois da TAP, com 38,16% (733.994 passageiros), e da SATA, com 9,54% (183.442 passageiros).

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