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Madeira trabalha mais na ocupação média do porto

A secretária regional do Turismo e Transportes, Conceição Estudante, deixou ontem bem claro que o objectivo do governo para o Porto do Funchal é trabalhar no sentido de conseguir uma boa ocupação média ao longo de todo o ano e não preocupar-se somente com os dias em que não existe espaço para que todos os navios de cruzeiro fiquem atracados.

A governante, que fazia uma visita às obras da gare do porto, a concluir no final do ano e que fica operacional no início do próximo, lembrou aos jornalistas que acompanharam que a reestruturação do porto e ampliação não faz parte do actual programa de governo. Contudo, admitiu que, num futuro programa, essa questão possa vir a estar em cima da mesa, altura que dialogará com os responsáveis do porto assim como com os operadores.
Mais adiantou que ao longo do ano a actual infra-estrutura tem dado resposta adequada e que, além disso, existe sempre a hipótese do navio fundear fora, realidade que diz acontecer em destinos populares, onde nem existem portos.
Em matéria de taxas portuárias, Conceição Estudante admitiu que possam vir a aumentar, mas de uma forma racional. Nunca de forma acentuada nem que contribua para afastar a procura.
Neste âmbito, adiantou que as taxa irão crescer em consonância com a economia.
Recorda a secretária regional que, actualmente, as taxas portuárias do porto do Funchal serão das mais baixas para os cruzeiros nos portos do Atlântico.
No que toca à nova gare, depois de vermos os primeiros ferros a serem montados no porto, numas obras que começaram em Maio/Junho do ano passado, podemos constatar ontem a grande evolução dos trabalhos, ao ponto de já dar uma ideia do que será a vivência em todo aquele espaço.
As inúmeras toneladas de ferros, porcas e parafusos, estão a criar uma estrutura modelar e vanguardista que a governante, que se fazia acompanhar pelo director dos Portos da Madeira, Bruno Freitas, acredita vir a resultar num projecto arrojado de arquitectura moderna, que admite encaixar-se perfeitamente no porto. Vai mais longe ao admitir que irá ser mesmo um ex-libris da cidade do Funchal.
Nesta obra de 12,8 milhões de euros, que está a ser erguida pela Lena Construções e a Abrantina, foram feitos alguns ajustamentos ao projecto no sentido de garantir maior funcionalidade à gare, permitindo a sua adequação a todo o tipo de navios. Não só aos que já operam como àqueles que o Turismo admite possam vir a operar no porto do Funchal.
Por outro lado, a secretária regional do Turismo e Transportes espera que a nova gare contribua para o incremento de mais longo prazo com a sua capacidade para receber mais embarques e desembarques de cada vez maior números de passageiros em “condições de qualidade, dignidade e operacionalidade”.
No fundo, remata, “pretendemos que seja uma gare com eficiência no sentido de maior fluidez, permitindo que o passageiro esteja o menos tempo possível dentro do terminal”.

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