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Luís Mor: "Vamos precisar de oferecer melhores condições"

“Será um ano de boas notícias e maiores promoções para os passageiros. O ano será do cliente porque, para crescer, vamos precisar oferecer melhores condições para eles do que em 2008”, afirmou Luiz Mór, administrador da TAP, à secção “Viagem” do portal do diário brasileiro “O Globo”.

A declaração de Luiz Mór é publicada num artigo sobre a reacção das companhias aéreas à queda do tráfego provocada pela crise e centra-se nas tarifas promocionais com que tentam estimular a procura, mas que no Brasil estão sujeitas a limitações legais, uma vez que existe fixação de preços mínimos.
“Vai ter promoções porque há mais oferta e o fluxo caiu um pouco. E as empresas pagam um custo elevado para deixar o avião no chão. Mas na Europa o mercado é mais agressivo. Aqui a dificuldade que enfrentamos é que não podemos vender com descontos além deste piso”, diz Luiz Mór, citado no artigo de “O Globo”, que refere que a autoridade aeronáutica brasileira “tenta implementar uma política de liberdade tarifária” mas enfrenta “resistência das companhias aéreas brasileiras”, e que “a briga foi parar na Justiça”.
“O Globo”, que elaborou o trabalho no quadro do debate realizado no “Fórum Panrotas”, conferência anual do “Panrotas”, parceiro do PressTUR no Brasil, cita também o director comercial da American Airlines no Brasil, que diz que a tarifa média da companhia no mercado brasileiro é de 1,2 mil dólares e deve cair.
“Nossos preços para os voos de alta temporada já estão mais baixos do que as tarifas cobradas em Julho do ano passado. Tentamos colocar a oferta ao mesmo preço, mas como não estava havendo muito procura antecipada, chegamos a reduzir em 10%. Agora vai depender da procura”, diz o director comercial da American Airlines no Brasil, Dilson Verçosa Jr, citado por “O Globo Online”.
Em relação à TAP, “O Globo online” escreve que “além das promoções, que reduzindo os preços dos bilhetes da TAP para vários destinos na Europa, via Lisboa, a 869 dólares, a empresa portuguesa aposta na diversificação da oferta em países que ainda não foram muito afectados pela crise”.
O destaque neste caso é a nova linha Lisboa – Moscovo – Lisboa, que começará em Junho, em relação à qual Luiz Mór diz a “O Globo” que perspectiva “tráfego bipartido entre Portugal e Brasil”m, referindo que “já existe uma demanda de russos para o Brasil, principalmente o Rio de Janeiro”.
Esta perspectiva já tinha sido avançada pelo administrador da TAP quando anunciou o lançamento da nova rota, numa conferência de imprensa em Macau, na véspera do Congresso da APAVT, com o secretário de Estado do Turismo, o presidente do Turismo de Portugal e o presidente da ANA.
O administrador da TAP explica ainda que a companhia procura “fortalecer(-se) em mercados que não estão caindo”, porque “a crise é forte, mas atinge os países de forma diferenciada”.
Exemplos avançados por Luíz Mór são os voos de e para Nova Iorque, onde diz que o tráfego “é complicado” e Inglaterra, onde avança que “o tráfego caiu 20%, também pela desvalorização cambial”.
As respostas da TAP, indicadas por Luiz Mór a “O Globo Online”, são “uma política especial para crescer na África, principalmente em Angola” e os mercados do Leste europeu.
“Já tínhamos ido a Praga e Budapeste no ano passado Agora investimos em voos para Zagreb e este ano vamos a Varsóvia, seguindo o crescimento da Comunidade Europeia”, diz ainda o administrador da TAP, que também explica que a companhia, antes da crise, tinha encomendado seis aviões Airbus A320 para substituir quatro antigos e reforçar a frota e que, “em função da crise, optamos por diversificar o tipo de tráfego”.

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