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3º Painel: Tap com atenção especial aos custos



O vice-presidente da TAP admitiu em Macau, no dia 2 de Dezembro, que um dos desafios que a companhia terá nos tempos mais próximos será o de gerir eficazmente o factor custo para continuar competitiva. Um deles será com a mão-de-obra, disse Luís Gama Mor durante o terceiro painel do Congresso da APAVT, que decorre neste território.

por Paulo Camacho

Inserido no painel “Transporte aéreo: realidades e desafios”, o gestor admitiu que o primeiro semestre de 2009 não deverá ser favorável, evidenciando que a situação internacional é imprevisível ao ponto de não saber qual o seu impacto.
Deste modo, com os números da procura de voos da aviação a nível internacional a decrescerem ligeiramente desde Setembro, pese embora Tap se mantenha um crescimento, Luís Mor deixou claro que a transportadora pretende continuar a crescer pelo que admite que tenha de ser com grande esforço na conquista de mais quota de mercado à concorrência.
Teve ocasião ainda de vincar a importância da parceria com as agências de viagens. Pese embora tenha admitido que a internet veio para ficar, sendo que, em alguns países como a Inglaterra, já representa uma fatia relevante das vendas da companhia, o administrador disse que neste momento de incerteza económica internacional, ou a TAP consegue ultrapassá-lo com as agências de viagens e com as empresas do sistema GDS, ou “morre” abraçada a estas duas componentes do tripé, para parafrasear o presidente da direcção da APAVT, João Passos.

Luís Correia da Silva:
Gerir o dia-a-dia

Em relação aos desafios, depois de ter traçado a realidade da aviação internacional, Luís Correia da Silva, CEO da TTThinktur, que foi o “key note speaker” do painel, referiu que os principais desafios que se colocam às companhias de transporte aéreo serão os de ter que gerir a empresa ao dia, ser flexível e saber ajustar continuamente.
Além disso, o ex-secretário de Estado do Turismo referiu que têm de saber prever e antecipar as mudanças em relação ao preço do combustível; maximizar a eficiência energética e tornar mais eficientes a comercialização e distribuição e ainda ter que aprofundar as parcerias com as agências de viagens e as empresas de GDS.
Na sua exaustiva apresentação, muito completa, teve oportunidade de acentuar que hoje em dia é condição fundamental para o sucesso de um destino ter condições de fazer chegar as pessoas, independentemente do valor da oferta do produto e dos serviços. Uma situação que assume particular importância no caso concreto da Madeira.
Moderador neste painel, o madeirense João Welsh, administrador da Top Atlântico Madeira, recorreu às palavras ditas recentemente pelo presidente da IATA, que abordava a questão dos custos crescentes das infra-estruturas aeroportuárias. Em resposta, o único orador ligado à área em questão, Guilhermino Rodrigues, presidente da ANA – Aeroportos de Portugal, referiu que a empresa que lidera tem a consciência da importância que o aeroporto tem para o turismo, pelo que diz fazer um esforço no sentido de proporcionar as melhores condições.

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