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2º Painel: Sampaio mostra caminho a seguir na promoção

(foto Paulo Camacho)
Jorge Sampaio considera importante que a marca país não deve esgotar as iniciativas de comunicação dos vários agentes económicos e das várias regiões. O ex-Presidente da República, que falava na abertura do segundo painel do Congresso da APAVT, no dia 2 de Dezembro, em Macau, cujo tema era “Portugal, a Costa Oeste da Europa”, entende que uma marca país é um processo que deve unir e potenciar esforços e não reduzir ou anular dinâmicas sectoriais ou regionais.

por Paulo Camacho

Numa intervenção que surpreendeu, pela positiva, os congressistas presentes na Torre de Macau, Jorge Sampaio evidenciou que não pode acontecer uma descoordenação de mensagens, a canabilização de percepções e a cacofonia de imagens. Ou seja “a complementaridade de iniciativas em torno de uma marca país é bem-vinda, mas a descoordenação de mensagens e percepções é fatal para a sustentabilidade de uma marca país”.
Neste domínio de marca país, pegou no exemplo de Espanha por a considerar um projecto exemplar que, pela coerência e pela força da aposta, se revelou de grande eficácia. Evidenciou que o projecto Marca Espanha é uma iniciativa de quatro entidades bem diversas e que não se trata de uma iniciativa do Estado em que a sociedade civil, empresarial e profissional, “assiste da bancada, aplaudindo ou assobiando em função dos êxitos ou inêxitos do momento. As empresas e os profissionais são actores do sucesso ou do falhanço do projecto”.
A este propósito adiantou que o projecto encerra três objectivos explícitos. Por um lado, coordenar as iniciativas públicas e privadas em torno da Marca Espanha e transmitir às empresas e instituições a importância de uma boa imagem de Espanha como país. E, finalmente, o objectivo de articular uma nova percepção da imagem de Espanha que corresponda à realidade.
Jorge Sampaio sublinhou que para um país, a marca vai para além do símbolo porque, segundo afirmou, “pretende corrigir percepções” porque “vendem”. Mais adiantou que o sucesso de uma marca país está associado, sempre, à sua capacidade de transmitir valores. Valores que “têm de ser fortes e certos”. Valores como os da eficiência, da qualidade, do profissionalismo, da responsabilidade e da sustentabilidade.
Perante o exposto, pegando no conceito que o presidente Kennedy disse um dia, com as necessárias adaptações “não pensemos no que o Estado pode fazer por nós, mas o que todos nós podemos e devemos fazer pelo país” deu o seu contributo com 10 princípios visano a afirmação de uma marca país ganhadora, no quadro da competitividade existente entre as nações do século XXI. São eles a coerência, o arrojo, a visão, o respeito, a transversalidade, a integração, a vida, o profissionalismo, o longo prazo e a sustentabilidade.

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