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TAP deixa atendimento no Funchal e releva alternativa ... a 20 Km

A TAP deixou de ter qualquer balcão de vendas próprio na cidade do Funchal
📷  Paulo Camacho  📷
“A Tap reforçou o atendimento onde os clientes mais precisam”. Assim começa a justificação da companhia de bandeira portuguesa ao Madeira Travel News por ter deixado no primeiro dia do mês qualquer espaço para atendimento ao público na cidade do Funchal, na ilha da Madeira.

por Paulo Camacho

Um corte que atravessa décadas e que acontece cerca de ano e meio depois de deixar o seu emblemático balcão de atendimento numa das esquinas mais bem localizadas da capital madeirense. Essa mudança aconteceu a 1 de dezembro de 2016, quando saiu da visível esquina da Avenida do Mar e das Comunidades Madeirenses com a Rua Dr. António José de Almeida para um escondido escritório a poucas centenas de metros, na Rua da Alfândega, n.º 10 – 2º andar.

Melhorar o apoio ao cliente

A companhia nacional desvaloriza a saída do Funchal. Procura evidenciar o contrário. Refere que, com o objetivo de “melhorar o apoio ao cliente”, a equipa de atendimento aos clientes da TAP na Madeira “foi reforçada no balcão de Serviço ao Cliente no Aeroporto Cristiano Ronaldo”. Complementa que “está disponível num horário alargado, das 04h30 até às 21 horas” e que o balcão “está devidamente identificado com sinalética da TAP, para ser rápida e facilmente identificado pelos nossos clientes”.

Saída segue tendência

A TAP explica ao MTN que, com a utilização generalizada das ferramentas digitais, os balcões físicos “têm registado cada vez menos procura por parte dos clientes”. Daí que, “na linha que tem seguido em Portugal e no resto do mundo em que está presente, a TAP concentrou as vendas presenciais e apoio aos seus clientes no Aeroporto da Madeira”.
Mais adianta a transportadora que reforçou também a estrutura de apoio às agências de viagens e operadores turísticos da Madeira. “Este reforço surge no seguimento da passagem do call center para um atendimento aos Clientes 24 horas por dia 7 dias por semana”.
Por outro lado, a TAP sublinha que mantém também uma coordenação da sua operação, residente na Madeira.

Alternativa a 20 quilómetros

Seja como for, a saída da capital madeirense, com uma alternativa a cerca de 20 quilómetros de distância não será, certamente, a melhor forma de continuar a diferenciar o serviço em relação à concorrência. Um serviço que, aliás acompanha os madeirenses desde que a companhia começou a voar para a Madeira quando abriu o aeroporto, em 1964, e mesmo antes, quando ligava Lisboa ao Porto Santo, com a chegada à Madeira a ser feita de barco. Sim a alternativa incómoda que alguns defendem hoje para minimizar as impossibilidades de aterrar no Aeroporto da Madeira quando as condições climatéricas adversas não o permitem.

Restam as agências de viagens

Por muito mal que alguns madeirenses achem piada em estar constantemente a dizer mal da TAP, a verdade é que têm um grande carinho pela transportadora. Agora têm mais uma razão para o fazer de uma transportadora que dispõe de cerca de 10 voos por dia entre Lisboa e Porto e a Madeira, e outros tantos no sentido inverso.
Restam as várias agências de viagens para os interessados poderem comprar presencialmente as suas ligações. Mas é um serviço com valor acrescido. Deverão ser estas a captar aqueles passageiros menos familiarizados com as possibilidades que a internet disponibiliza. Aliás, cobrar pelo serviço prestado, a exemplo das agências de viagens, poderia ser uma alternativa à saída, contribuindo, dessa forma, com receitas que esbateriam as despesas de uma balcão aberto. Ou melhor, de um escritório aberto.
E resta igualmente a internet, onde a TAP mantém a porta aberta através deste link.

TAP sai do vermelho

Seja como for, o encerramento das vendas no Funchal não terá sido por maus resultados porque o ano passado, só a companhia aérea, obteve um lucro de 100,4 milhões de euros. Traduziu um acréscimo de 200% face aos 33,5 milhões registados em 2016.
No glogal do grupo, a TAP SGPS obteve um resultado líquido positivo de 21,2 milhões de euros, que representa uma melhoria de 49 milhões de euros em relação ao prejuízo de 27,7 milhões do ano anterior.
Desta forma, o negócio da aviação contrabalançou as perdas que a TAP Manutenção e Engenharia Brasil mantêm e fez com que o grupo passasse a apresentar resultados positivos. Resultados esses que o presidente da comissão executiva da TAP, Antonoaldo Neves, quer aumentar para 150 milhões de euros.

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