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Depois de empedrado enobrecer a 1.ª começa a 2.ª fase no Bom Jesus

O empedrado deu nova alma à Rua do Bom Jesus
📷  Paulo Camacho  📷

A 2.ª fase da intervenção das obras que decorrem na Rua do Bom Jesus, no Funchal, entre o Centro Comercial Europa e o cruzamento com a Rua da Conceição começaram esta manhã, depois de concluída a primeira, que além da intervenção necessária nas profundezas repôs as pedras de basalto à superfície, em lugar do betão que cobre grande parte das ruas da cidade. Betão que o município tem vindo a substituir depois de ruas intervencionadas.

por Paulo Camacho

Assim serão as regras de trânsito na segunda fase das obras na Rua do Bom Jesus


A Câmara Municipal do Funchal refere que a circulação rodoviária na Rua do Bom Jesus, entre a Rua das Hortas e a Rua da Conceição manter-se-á como na 1.ª fase, com as viaturas a serem canalizadas para uma via de trânsito e no cruzamento com a Rua da Conceição, podem efetuar a viragem para a Rua do Frigorífico ou para a Rua da Conceição, que manter-se-á no sentido inverso ao normal, em direção à Rua Elias Garcia e Rua da Ponte Nova.
Relativamente ao troço já intervencionado, entre a Rua 31 de Janeiro e o Centro Comercial Europa, este será reaberto à circulação, funcionando nos dois sentidos, permitindo apenas o acesso de e para o parque de estacionamento assim como para efeitos de operações de carga e descarga.

Garantida a circulação pedonal

Devido aos constrangimentos previstos, a edilidade solicita que seja evitada a circulação na Rua João de Deus, Rua do Bom Jesus e Rua das Hortas, utilizando como alternativa, a Rua Elias Garcia e a Avenida do Mar e das Comunidades Madeirenses.
Uma nota para vincar que será garantida a circulação pedonal ao longo de toda a intervenção.
Os trabalhos que estão a ser feitos no subsolo são a nível da execução de novas infraestruturas para as redes de água potável e de águas residuais e pluviais.
As obras chegaram a estar paradas na 1.ª fase depois de um achado arqueológico, que seria posteriormente explicado pelo historiador Rui Carita como sendo um muro de pedra que pertence ao Recolhimento do Bom Jesus da Ribeira, uma construção determinada pelo cónego Gonçalves Cidrão em cerca de 1640. Complementou que o imóvel tinha “senhoras viúvas, raparigas solteiras sem posses, onde se recolhiam, logo dificilmente teria uma fachada virada à rua. Teria um muro de proteção para ninguém ver lá para dentro, porque havia um recato muito grande nesse sentido”.
Foi suspensa por determinação do Governo da Madeira e a autarquia procedeu de acordo com o solicitado.
No entanto, o achado acabaria por ser desvalorizado pelo Governo já que poucos dias depois decidiu dar luz verde à continuação dos trabalhos “face à urgência que se impunha e em nome do interesse público associado à retoma da obra na Rua do Bom Jesus”. Referiu o executivo que a Secretaria Regional do Turismo e Cultura “avaliou, com toda a celeridade, o pedido de autorização para trabalhos arqueológicos apresentado pela Câmara Municipal do Funchal”, “tendo deferido a realização dos trabalhos solicitados”.

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