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Opinão: A ver navios

📷  Pixabay  📷
Há muito que os portos dos Açores atraem navios de cruzeiro. Não tantos como a Madeira, é verdade, mas vão somando. A singularidade das ilhas, o que, sem tirar qualquer mérito, também sobressai nas outras ilhas fora daquele arquipélago português que se evidenciam por diferentes motivos, constitui por si só uma razão para que assim aconteça.
Mas não será certamente só por isso que as ilhas de Nemésio captam paquetes que cruzam o Atlântico e procuram uma escala intermédia antes de chegarem ao destino final na grande travessia.
Ao longo do tempo, de décadas, o Porto do Funchal tem sobressaído em fazer parte do movimento de “descida” dos navios de cruzeiro para as Caraíbas, que acontece em outubro/novembro, e no sentido inverso, de “subida”, nos meses de março e abril de cada ano. No entanto, estou em crer que não será a singularidade dos Açores que atrai navios que poderiam passar pela Madeira. Não sei a razão concreta, mas estou certo que serão muitas e cada um terá a sua argumentação para tentar explicar os ganhos e as perdas.

Ontem mesmo, o porto de Ponta Delgada, teve casa cheia com 5 navios de cruzeiro onde o mais pequeno foi o Le Ponant. Depois contou com o Marella Discovery 2, o Arcadia (que vai estar na Madeira no próximo dia 26), e os dois gémeos Celebrity Silhouette e Celebrity Ecilpse, que pernoitou na capital da ilha de São Miguel.
Amanhã, Ponta Delgada vai ganhar a escala do Royal Princess, que está a fazer a travessia do Atlântico, num dia em que aportarão os navios Zenith e Rotterdam.
E, no dia seguinte, o Norwegian Bliss, acabadinho de estrear, deixa a Madeira a vê-lo apenas no imaginário já que a escolha da companhia recaiu pelo porto açoriano. Neste caso concreto, pode colocar-se o problema de lugar no Porto do Funchal já que a 26 vai contar com três navios de cruzeiro: Arcadia, Riviera e Costa neoRiviera (ex-Mistral e ex-Grand Mistral). Não sei se teria lugar. Seja como for, é uma escala perdida para os Açores. Sim porque os portos portugueses complementam-se mas são concorrentes entre si.

De qualquer forma, a verdade é que há algum tempo que os Açores demonstram que não estão apenas a pensar em ganhar mercado turístico pelo ar como também pelo mar.
Como ganham escalas à Madeira? Não quero acreditar que sejam borlas nem muito menos incentivos pagos ao passageiro como a Turquia está disposta a fazer para captar mais cruzeiros para aquela zona instável no interior do Mediterrâneo. Se assim for, o equilíbrio de forças fica menos fácil dado que os Portos da Madeira não estão com folga financeira para grandes descontos, mas estaremos em sintonia que tudo deveria ser feito para ganhar essas e outras escalas. E se não as temos pode entender-se que haverá margem para trabalhar.

Paulo Camacho

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