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ANAC diz que o problema está na turbulência nos extremos das pistas

A ANAC recorda que o problema está nas cabeceiras das pistas do Aeroporto da Madeira
(foto Paulo Camacho)
Os limites de vento no Aeroporto da Madeira não estão relacionados com a dimensão da pista nem com a sua orientação. Quem o disse ontem no Funchal foi o presidente da Autoridade Nacional de Aviação Civil, Luís Ribeiro. Evidenciou que aquilo que está em causa prende-se com a turbulência registada nos extremos das pistas, consequência da orografia da ilha. Daí que tenha dito que, independentemente dos limites poderem vir a ser alterados o cariz mandatório continuará, isto é, o que ficar determinado é para cumprir e não será para ser tida como indicativa, tal como não o é atualmente.
Na audição na Comissão de Economia, Finanças e Turismo da Assembleia Legislativa da Madeira sobre a "Avaliação da Operacionalidade do Aeroporto Internacional da Madeira - Cristiano Ronaldo", Luís Ribeiro evidenciou que o objetivo da ANAC é ver se os limites “são para manter ou para alterar", análise que admitiu demorar algum tempo até ser encontrada uma resposta com base nas indicações técnicas do estudo, a envolver entidades do setor mas que será da responsabilidade da Autoridade Nacional de Aviação Civil. Sublinhou que na questão da possível mexida nos limites de vento no Aeroporto da Madeira, que vêm de 1964, o denominador comum vai assentar na segurança da operação.
Quanto ao mais deixou claro que não serão afetados por questões políticas.
Seja como for, admitiu ser legítima a revisão dos limites de vento no Aeroporto da Madeira considerando a evolução tecnológica. Uma revisão que Luís Ribeiro disse ter sido manifestada pelo presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque, sendo que a ANAC decidiu estudar o assunto.
Recorde-se que, conforme já foi dito, o Aeroporto da Madeira, que este ano já viu serem afetados mais de sete centenas de voos, é o único do país em que os limites de vento são mandatórios e não recomendados.

Uma última nota para referir que igualmente ontem a referida comissão ouviu também Leonardo Pires e Nuno Rodrigues, representantes da Associação Portuguesa dos Técnicos de Telecomunicações Aeronáuticas. Admitiram que os equipamentos instalados na Madeira são bons e acima da média nacional pese embora tenham ditp ser possível melhorar a informação prestada aos pilotos ao nível meteorológico, com recurso a outro tipo de equipamento.

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