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Governo diz que tem de agir e protesta com a TAP

Eduardo Jesus afirma que o protesto com a TAP será levado até as últimas consequências
(foto: Paulo Camacho)
O secretário regional da Economia, Turismo e Cultura, Eduardo Jesus deixa bem claro que o Governo Regional «não pode deixar de agir perante uma situação que não é justificada nem pelo mercado nem pelas regras da oferta e da procura» e reconhece que este «protesto público será levado até às últimas consequências, até porque, acima de tudo, está a defesa do interesse da Região e de cada um dos seus residentes». Por isso mesmo, o executivo madeirense apresenta hoje um voto de protesto contra os preços que estão a ser praticados, neste momento, pela companhia aérea TAP, na ligação entre a Região e o continente português. É uma reação, conforme explica Eduardo Jesus, perante «uma política de preços que tem vindo a ser assumida e praticada, pela referida companhia, sem qualquer justificação ou critério, penalizando, fortemente, os residentes».

por: Paulo Camacho

Sendo uma linha que considerada de extrema importância para a TAP, que o executivo afirma ser rentável e que tem uma procura em crescendo, sobretudo induzida, mais recentemente, pelo subsídio social da mobilidade, o governante afirma que «fica difícil, senão impossível, compreender esta política de preços, que é abusiva e altamente lesiva para todos os residentes na Região, assim como também se torna inaceitável que, havendo maior procura, essa tendência não seja acompanhada pela disponibilização de mais lugares e, com isso, se consigam esbater os preços».
Eduardo Jesus refere que, embora questionada, regularmente, com ofícios enviados, diretamente, ao presidente do Conselho de Administração, a TAP mantém os mesmos argumentos de sempre, «que não nos parecem sequer plausíveis», sobretudo quando confrontada com os relatórios de monitorização que têm vindo a ser desenvolvidos, diariamente, relativamente a todas as tarifas e a todas as companhias que voam de e para a Madeira, desde Portugal continental. Relatórios que o Governo diz demonstrarem que, em alguns casos, os preços já duplicaram entre janeiro e agosto deste ano.
O secretário regional, com a tutela dos Transportes, acrescenta ainda que «a nossa realidade, quando comparada à realidade dos Açores, evidencia que a Região Autónoma da Madeira está a ser discriminada». E isto porque, «se fizermos essa comparação, facilmente verificamos que voamos 3 vezes mais, que temos uma ocupação das aeronaves da TAP semelhante (portanto, não há nenhuma diferença na pressão da procura face à oferta) e que, mesmo assim, os preços praticados relativamente à outra Região Autónoma, que fica mais longe do continente português, são sempre 40% mais baixos – ou mais – do que aqueles que se praticam para a Madeira».

«Uma companhia que é portuguesa e que é detida pelo Estado português deveria ter uma consideração diferente pelo território nacional que atendesse a estas particularidades e que não fosse discriminatória para nenhum cidadão português, independentemente deste residir no continente ou em qualquer uma das ilhas que pertencem ao país», remata.

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