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Opinião: 3 notas acerca da Vereda dos Balcões

A indição para o Miradouro dos Balcões e, à sua esquerda, vemos o sinal de probição e vedação de passagem
(foto: Paulo Camacho)
Há algum tempo que não fazia o percurso da Vereda dos Balcões, no Ribeiro Frio, na ilha da Madeira. Do pequeno passeio em família ficam três notas.


1.ª nota
A primeira nota vai para o piso. Não me recordo de ter de caminhar com tanto cuidado numa vereda tão frequentada e, aparentemente, designada por “Fácil”, sem perigos. E um cuidado devido às raízes e pedras que se evidenciam na terra batida gasta pelo tempo. Em lugar de contemplar a paisagem, além da vegetação mais próxima, havia sempre a preocupação em estar atento à rota a seguir para não ser forçado a ter no chão outra parte do corpo que não a base dos pés, protegidas pelas sapatilhas.
Curiosamente, uns dias depois de fazer este caminho, li algures que uma estrangeira tinha caído durante aquele percurso de 1,5 quilómetros. E deduzi que talvez se tenha preocupado mais com a paisagem do que com a rota…

2.ª nota

A segunda nota vai para um café que estreita a vereda, com cadeiras no caminho. Curiosamente, mais à frente, vê-se uma casa abandonada onde terá sido um espaço comercial com mesmo propósito, fora do percurso, mas com um acesso a encurtar os poucos metros que os separam. É verdade que há que realçar o esforço de querer servir quem passeia pela vereda mas também não é menos verdade que há que haver algum cuidado.

3.ª nota

E, a terceira nota vai para o comportamento de alguns turistas que teimam em desrespeitar as regras.
No final da vereda, onde o sinal indica o desvio para o miradouro dos Balcões, à direita, há uma vedação a evidenciar que dali para a frente não é para passar. Uma mensagem ainda mais reforçada com um sinal de proibição de passagem de pessoas.
Numa primeira abordagem, daí em diante, o caminho parece igual ao que existe desde a entrada no Ribeiro Frio, mas se há indicação de proibição será por alguma razão pelo que não há que ter nenhuma dúvida.

Contudo, vi um casal a fazer vista grossa e a galgar o que havia que ultrapassar e seguir em frente. Evidentemente que não vou questionar a ausência de fiscais para impedir que tal aconteça, porque isso é impraticável e não se pode exigir nada disso. Nestes casos, há que haver bom senso e respeito. Muitas vezes pisam o risco e acabam por ter dissabores.

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