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Pestana deixa ilhéu das Rolas

O Grupo Pestana revelou esta semana que a continuidade da sua gestão do Ilhéu das Rolas Resort depende da definição de um plano de pagamentos dos créditos que tem sobre a proprietária da concessão e da definição de um plano de investimentos na unidade, uma das mais emblemáticas de São Tomé e Príncipe, onde também tem o Pestana São Tomé.

Em comunicado, o grupo indica que as negociações com a proprietária da concessão prosseguem e que a sua posição é fazer depender a continuidade da gestão da unidade da “definição a curto prazo de um plano de pagamento dos seus elevados créditos sobre a unidade e a proprietária” e de “um plano de investimentos que assegure ao resort o mínimo de qualidade condizente com os padrões internacionais praticados pelo maior grupo hoteleiro português”.
“O Grupo Pestana decidiu avançar com a retirada da marca Pestana da unidade que gere até ao final do corrente ano, sob a marca Ilhéu das Rolas Resort, na sequência do seu comunicado de Julho de 2009, em reacção ao aproveitamento político e jornalístico da presença do Grupo na gestão do ilhéu das Rolas em S. Tomé e Príncipe, com prejuízo do seu bom nome”, começa por dizer o comunicado.
Em 16 de Julho, em comunicado assinado pelo presidente da Afrotours, Florentino Rodrigues, o Grupo Pestana anunciava ter tomado “a decisão de comunicar à Concessionária a suspensão do Contrato de Gestão do Ilhéu das Rolas Resort”.
“Esta decisão terá, apenas, efeitos a partir de 1 de Novembro do corrente ano, tendo em conta a necessidade de o Grupo acautelar a contratação já efectuada para o corrente Verão com operadores portugueses, angolanos, gaboneses e nigerianos”, acrescentava.
Esta decisão foi justificada com o “enorme prejuízo à [sua] imagem” pelo “recorrente aproveitamento político das normais relações entre a unidade hoteleira e os habitantes do Ilhéu das Rolas, sempre que ocorrem eleições em S. Tomé e Príncipe, com recurso a informações falsas e ofensivas do bom nome do Grupo, internacionalmente veiculadas através da manipulação de alguma comunicação social, nomeadamente de origem portuguesa com representação em S. Tomé e Príncipe, situação que o Grupo não pode tolerar mais”.
“O Grupo Pestana, como maior investidor no sector do turismo em S. Tomé e Príncipe, lamenta não lhe restar outra alternativa a esta drástica decisão, que foi longa e maduramente pensada, bem como eventuais efeitos negativos que ela possa ter não só para os seus colaboradores actuais (cujos interesses iremos procurar acautelar), para a população residente no ilhéu, nomeadamente aqueles que, pretendendo melhoras as suas condições de vida e dos seus filhos, ambicionavam deslocar-se para outros pontos do País, bem como para a população de Porto Alegre”, acrescentava.
No comunicado de ontem, o Grupo Pestana “reafirma o seu total acordo com as aspirações e direitos da população residente no ilhéu”, salientando que “sempre [os] respeitou”, e destaca que “muitos” dos residentes no Ilhéu são seus colaboradores.
O comunicado diz ainda que o grupo se congratula “com a recente afirmação pública do Sr. Primeiro Ministro sobre a intenção do Governo em corresponder finalmente a essas aspirações”.

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