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APAVT debate desafios do crescimento do Turismo no Congresso dos Açores

Ponta Delgada, nos Açores, volta a acolher o Congresso da APAVT
📷  Pixabay  📷



Aí está mais um Congresso Anual da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo que vai decorrer entre os dias 21 e 25 de novembro próximos, na cidade de Ponta Delgada, em São Miguel, nos Açores. Será o 44.º e foi apresentado ontem em Lisboa com o tema: “Turismo: Os desafios do crescimento”.


por Paulo Camacho
Pedro Costa Ferreira e a APAVT têm apostado no crescimento dos Açores
📷  APAVT  📷
O tema que vai estar em discussão no congresso magno da APAVT foi explicado na apresentação pelo presidente da Associação, Pedro Costa Ferreira, em três pontos. Em primeiro lugar, “porque Portugal tem tido um percurso absolutamente fantástico, nos últimos anos, mas todos sabemos que os ciclos económicos não duram indefinidamente”. Além disso, referiu que existem desafios importantes, relacionados com a interrupção de algumas operações aéreas relevantes, com as “dificuldades de operação no Aeroporto de Lisboa, com as dificuldade de operação da TAP, com o brexit, ou mesmo com os problemas de operação turística que enfrentamos na cidade de Lisboa”.


Crescimento notável dos Açores
E porque o congresso vai decorrer nos Açores, o presidente encaixou o arquipélago igualmente nos desafios de crescimento, que reconheceu ter conhecido “um registo notável de crescimento nos últimos anos”. No entanto, evidenciou que “existe, certamente, um debate a fazer acerca dos próximos passos, acerca da sustentabilidade do crescimento e da sustentabilidade do próprio destino”.
Focou ainda um outro ponto nos desafios de crescimento, ao nível microeconómico. Pedro Costa Ferreira referiu que, apesar da visível recuperação das agências de viagens e dos operadores turísticos, “há todo um percurso de consolidação por percorrer, com especial ênfase na tecnologia, na formação, e nos standards de serviço”.


Congresso pleno de adesão e de dinamismo
Assim, sublinhou que, “como é tradição dos congressos da APAVT, debateremos livres, sem ideias pré-concebidas, e envolvendo todo o setor. Os agentes de viagens, à frente de todos, evidentemente. Mas também a tutela, o Turismo de Portugal, a academia, e restantes stakeholders”.
Por isso mesmo, admitiu que, certamente encontrarão, enquanto comunidade, as “melhores respostas, que permitam potenciar o crescimento do turismo, português em geral, e açoriano em particular, bem como os negócios das nossas empresas”.
Daí esperar o presidente da APAVT “uma vez mais, um grande congresso, pleno de adesão e de dinamismo”.


Aposta concertada nos Açores
Esta é já a 4.ª vez que a Associação realiza o seu congresso nos Açores, que já o acolheu em 1995, 2006 e 2013, este último na ilha Terceira, no mesmo ano em que escolheram a região para  “Destino Preferido da APAVT”.
No ano seguinte, e sempre em conjunto com a tutela turística açoriana, a APAVT conseguiu que os Açores fossem o “Destino Preferido da ECTAA”, “um projeto de grande expressão e no âmbito do qual reunimos em Ponta Delgada os líderes europeus da distribuição”.
Em 2015, envolveram os Açores no congresso da DRV, a congénere alemã da Associação portuguesa, “como um dos destinos dos pós tours daquele evento”.
No ano passado, foram os britânicos que “trouxemos aos Açores para um congresso que, diga-se de passagem, deixou excelentes memórias em todos quantos nele participaram”.
E, no próximo ano, será a vez dos “nossos colegas espanhóis da CEAV reunirem nos Açores, desta vez na Terceira”.
Em novembro “daremos apenas mais um passo, de uma longa caminhada entre dois bons amigos, os Açores, e a comunidade dos agentes de viagens”, concluiu.

O encanto do logo do 44.º Congresso

Uma última nota para evidenciar o trabalho simples mas muito bem conseguido do logo do 44.º Congresso, uma baleia que mostra as duas grandes vertentes do turismo açoriano: a observação de cetáceos e toda a animação turística em torno do mar, e a natureza virgem das ilhas.
Embora a APAVT consiga sempre logos interessantes todos os anos, o deste ano fez-me lembrar o que decorreu na Bahia, no Brasil, em 2003, com uma baiana a dançar onde a longa saia era composta pelas tradicionais fitas com muitas cores que se colocam no pulso do Senhor do Bonfim.

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