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58 mil passageiros não puseram um pé em terra na Madeira em 2016

Há muito tempo que tínhamos a perceção que muitos passageiros preferem ficar a bordo nas escalas na Madeira
📷  Porto do Funchal  📷

Em 2016, 11,2% dos passageiros em trânsito nos navios de cruzeiros que estiveram atracados no Porto do Funchal permaneceram a bordo sem se deslocarem a terra.

por Paulo Camacho

Em concreto, dos 517.425 passageiros em trânsito registados (que podem ou não desembarcar para visitar a cidade e a ilha) naquele ano (de um total de 520.168, contando com desembarques e embarques) este valor percentual evidencia que cerca de 58 mil passageiros optaram apenas por apreciar a cidade do Funchal a partir do paquete atracado no Porto do Funchal. Este dado pode explicar-se, em parte, pela idade avançada de uma boa parte dos cruzeiristas, alguns dos quais não se querem dar ao trabalho de sair e voltar a entrar, ou igualmente outros que já conhecem o destino e ficam a bordo a gozar o sossego. Haverá igualmente passageiros que fazem o cruzeiro pelo navio pelo que lhes será indiferente os lugares por onde passam, aproveitando ao máximo o paquete.
Seja como for, uma fonte ligada ao setor dos portos portugueses evidencia que o Porto do Funchal é aquele que regista maior percentagem de idas a terra nas escalas dos navios de cruzeiros.

Inquérito ao Turismo Internacional
Estes são dados acabados de divulgar pela Direção Regional de Estatística da Madeira, inseridos no Inquérito ao Turismo Internacional realizado em todo o País. Uma operação estatística desenvolvida e suportada financeiramente pelo Instituto Nacional de Estatística, com a colaboração e assistência financeira do Turismo de Portugal. Decorreu entre julho de 2015 e dezembro de 2016, junto das principais fronteiras aéreas, rodoviárias e marítimas de Portugal.
O Inquérito teve objetivos mais alargados face ao anterior Inquérito aos Gastos Turísticos Internacionais de 2013, tendo em vista, por um lado, renovar o conhecimento sobre o perfil dos visitantes (turistas e excursionistas) em Portugal, estendendo a caraterização demográfica a todos os membros da família/grupos e introduzindo questões adicionais sobre as opções de viagem.
Por outro lado, permitiu alargar o âmbito da operação face à edição anterior, incluindo pela primeira vez, a fronteira marítima, obtendo-se, assim, detalhe acrescido na vertente de gastos de excursionistas e turistas, o que constitui um importante contributo para a contabilidade nacional e regional, em particular para a Conta Satélite do Turismo.

(alterado às 13h23 do dia da publicação)

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