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MAR motiva criação de agência de contratação de tripulantes

Há uma nova empresa de contratação de tripulantes criada no âmbito do CINM
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Marítimos Manning Portugal. Assim se chama a nova agência de manning, de contratação de tripulantes, criada no âmbito do Centro Internacional de Negócios da Madeira (CINM) por um grupo de parceiros internacionais com navios no Registo Internacional de Navios da Madeira (MAR). O objetivo visa estabelecer a ligação entre os armadores internacionais do MAR e os marítimos e jovens formados em Portugal.

por Paulo Camacho

Para a Sociedade de Desenvolvimento da Madeira, a empresa concessionária do CINM, este “é mais um exemplo que mostra o contributo do MAR para o cluster do shipping no País e uma das suas valias mais concretas” que passa pela capacidade de “manter e criar emprego para marinheiros portugueses, quer em alto mar quer em terra nas empresas de serviços que suportam as actividades dos navios registados”.
A notícia foi conhecida recentemente numa apresentação na Escola Náutica Infante D. Henrique (ENIDH), em Lisboa, o local adequado para revelar que a Marítimos Manning Portugal será um projeto com caraterísticas técnicas inovadoras que “pretende contribuir para aumentar o número de cidadãos nacionais entre as tripulações dos navios registados no MAR”.

Tecnologias para ligar armadores e candidatos

Segundo Carla Vieira, responsável que vai liderar o projeto em todo o País, a agência vai apostar em tecnologias de ponta para ligar os armadores aos candidatos a tripulantes. “Em breve teremos o software pronto, pelo que poderemos começar já a trabalhar com os jovens que se graduarem este Verão na ENIDH”, afirmou.
Conforme sublinhou, “os promotores deste projeto acreditam firmemente na qualidade da formação em Portugal e na qualidade e capacidade dos marítimos portugueses para se adaptarem aos novos tempos da globalização na área do shipping. Acreditam que o País, no seu todo, e a Madeira, em particular, devem aproveitar o facto do MAR ser uma porta de entrada em Portugal para armadores internacionais”. Nesse sentido, acrescentou Carla Viera, “devem aproveitar e valorizar o empenho quer do Governo Regional da Madeira quer do Governo Central para dar maiores condições de competitividade ao Registo”.
A responsável da Marítimos Manning Portugal frisou ainda que “as bases deste desafio são a crença em Portugal e na Região como espaços de desenvolvimento da indústria do shipping; a crença na capacidade dos marítimos portugueses; a crença na capacidade que o País terá de incrementar a formação de marítimos, quer em quantidade, quer em qualidade. Podemos, de facto, voltar ao mar, se quisermos. A base existe. Resta-nos desenvolvê-la”.

EISAP satisfeita

Por seu turno, a European International Shipowners Association of Portugal (EISAP) frisa que para os armadores internacionais é gratificante ver nascer novos projetos na órbitra do MAR. "É bom para a Madeira, é bom para o País e é bom para os armadores. Defendemos sempre que é fundamental que se crie um ambiente favorável ao shipping, pois esta indústria possibilita o aparecimento de um número infindável de empresas prestadoras de serviços, nas mais diversas áreas. Mais do que uma fonte de receitas, o shipping deve ser visto como uma enorme oportunidade de emprego, de formação, de inovação, de integração, de partilha e de relevância internacional”.
Do ponto de vista da SDM, são projetos desta natureza que comprovam "que o MAR continua a revelar-se como um dos instrumentos mais sérios alguma vez criado em Portugal para a afirmação de uma política marítima com expressão internacional, sendo de frisar o contributo para dotar o nosso País de uma marinha mercante de expressão considerável e para o posicionamento de Portugal no seio das organizações internacionais do setor".

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