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Britannia ao largo nos Açores e paquetes atracados na Madeira

A imagem mostra o Britannia fundeado perto do porto de Ponta Delgada
📷  DR  📷

O navio de cruzeiros Britannia teve de fundear hoje em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, nos Açores, por causa da greve nos portos nacionais, convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores das Administrações Portuária. Ao que se sabe, o porto da capital açoriana tinha espaço para o paquete atracar mas teve de ficar à entrada, fazendo o transbordo através dos barcos salva-vidas.

por Paulo Camacho

O Britannia saiu das Caraíbas no dia 20 e depois desta escala, sempre a balançar, segue já para Southampton, no sul de Inglaterra. Por isso, depois daqueles longos dias em alto-mar a atravessar o Atlântico, ainda teve de fundear.
Os Açores acabaram por passar uma imagem negativa, numa altura em que procuram afirmar-se no mercado dos cruzeiros.
E a verdade é que os sindicatos, por mais cobertos de razão que estejam, e sejam escudados no direito à greve, acabam por contribuir para beliscar o resultado de muitos esforços na promoção e, a médio e longo prazo, podem caminhar para afugentar os cruzeiros, com as consequências diversas que daí pode advir.
O Sindicato decretou uma greve desde as 00h00 de hoje, segunda feira, até ao dia 30, com mais dois dias, 31 de março e 1 de abril, de greve às horas extraordinárias.

Madeira com 3 cruzeiros atracados

Os três navios de cruzeiro que hoje tiveram o Funchal no seus rumos
📷  Paulo Camacho  📷

Mas, ao invés dos Açores, a Madeira contou hoje com a escala de três navios de cruzeiro: AIDAprima, Marella Dream e Magellan, e ainda de 3 navios de carga: Insular, Funchalense 5 e Monte da Guia.
Uma realidade que acontece devido aos Portos da Madeira terem fechado negociações com o referido sindicato, aprovando na generalidade o Acordo de Empresa.
Além disso, o acordo garante a operação dos navios da linha da Madeira nos portos portugueses esta semana, “numa altura em que a região ainda está a recuperar o transporte de carga, devido ao mau tempo deste inverno, e num período de maior movimento de mercadorias e passageiros como a Páscoa”.

Meio milhão de euros

Os três navios de cruzeiros trouxeram à Madeira neste dia um total de 6.868 passageiros (4.172 passageiros no AIDAprima, 1.539 no Marella Dream, e 1.157 no Magellan) e 2.149 tripulantes: 965 no AIDAprima, 618 no Marella Dream, e 566 no Magellan.
Ou seja, estas 3 escalas traduziram a entrada direta na economia da ilha da Madeira cerca de meio milhão de euros, só de receitas dos passageiros, sem contar com taxas e serviços pagos pelas companhias de cruzeiros.


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