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Jesus diz que a segurança no Aeroporto é prioridade n.º 1

No sábado, houve umas abertas e aviões como este da Aigle Azur, pode operar no Aeroporto da Madeira
(foto: Paulo Camacho)
Segurança é a primeira prioridade. Esta frase, dita ontem pelo secretário regional da Economia, Turismo e Cultura, define bem o empenho do Governo Regional em criar um novo quadro referente aos limites para os aviões operarem no Aeroporto da Madeira - Cristiano Ronaldo.

Depois de uma reunião que existiu esta quinta-feira em Lisboa, na sede da Autoridade Nacional da Aviação Civil, onde a questão das limitações de operação no principal aeroporto do arquipélago da Madeira esteve em cima da mesa, ontem foi tempo de uma outra, desta feita na Secretaria Regional da Economia, Turismo e Cultura, onde esteve presente o secretário regional da tutela, Eduardo Jesus e representantes de várias entidades.
Acerca deste encontro, Eduardo Jesus realçou que cada entidade presente “tem o seu plano de ação para uma situação de inoperacionalidade como se verificou no aeroporto”. Daí que entenda interessar que desses planos e dessas capacidades de intervenção “resulte um plano integrado que vise a melhoria das condições do atendimento das pessoas, a capacidade resposta e também a informação que é gerada durante o período de inoperacionalidade”. A próxima reunião será no dia oito de setembro, na qual o governante espera já estarem reunidas as condições para a existência de uma definição temporal para o desenvolvimento de plano.
Para já, falar de um novo aeroporto, noutro lugar menos sujeito aos ventos que se têm feito sentir em alguns dias com mais consistência nos últimos anos em Santa Cruz, o governante disse ser prematuro e fora de tempo, porque entende que existem outras evoluções que têm de acontecer. E uma delas será a revisão dos limites de ventos para as aterragens e descolagens no Aeroporto da Madeira. Eduardo Jesus referiu que o aeroporto tem limitações às operações que vêm 1964. Além disso, referiu que os acidentes com alguns aviões na pista e na aproximação, que ocorreram na década seguinte, não contribuíram para mexidas nos limites que vinham do tempo dos aviões a hélice.
E a verdade que o aeroporto tem limites que não podem ser violados, “quando esse mesmo limite, noutro aeroporto, é decisão do piloto e passa a ser uma recomendação”, sublinhou.
Daí ter deixado bem claro que o Governo não defende que o limite passe, por exemplo, de 20 para 30 quilómetros, ou que deixe de existir. Referiu que o aquio que levaram às entidades foi a “necessidade de refletir sobre esta matéria, por três razões: as aeronaves de hoje não são as mesmas dos anos 60; os pilotos de hoje têm uma preparação muito diferente e mais evoluída; e a infra-estrutura aeroportuária não é a mesma dos anos 60”,.


Números resultantes dos ventos


Em relação aos acontecimentos recentes no Aeroporto da Madeira, entre os dias quatro e oito do corrente mês, Eduardo Jesus quis pôr o preto no branco. Reconheceu que existiu um conjunto anormal de voos cancelados. Disse terem sido 148 voos cancelados. A estes, adicionam-se mais de 30 que foram divergidos, uma boa parte para o Porto Santo.
No total, o secretário regional apontou a existência de 15 mil pessoas afetadas, das quais  300 pessoas acabaram por pernoitar no aeroporto. “Não andam a dormir pessoas aos milhares no aeroporto”, acentuou, complementando ser bom que se desmistifique essa ideia que “só perturba a imagem da Madeira”.
Neste âmbito, disse ter sido importante a perceção dos maus ventos antecipadamente pois tornou possível alertar os hoteleiros, e sensibilizá-los a receber os hóspedes de volta, as agências de viagens e a Porto Santo Line para fazer viagens adicionais. Neste último caso, acentuou que recorrer ao Aeroporto do Porto Santo é para continuar a apostar como alternativa. Lembrou que a Região é concessionária da linha marítima que liga a Madeira e o Porto Santo. Em relação ao aeroporto da “Ilha dourada” disse estar concessionada pelo Estado, “mas com envolvência da Região”. Daí que tenha afirmado que procuraram colocar estes concessionários em contacto e utilizar as infra-estruturas.
Deste modo, não tem dúvidas que o ferry Lobo Marinho, da Porto Santo Line, tem condições para a operação de recurso para o transporte dos passageiros cujos aviões se destinavam à Madeira mas que, devido aos ventos acima dos limites, as companhias optaram por divergir os aviões para o Porto Santo, fazendo a ligação à Madeira por mar. Feitas as contas, nestes contratempos de agosto, o Lobo Marinho transportou mais de 3.700 passageiros afetados pelo aeroporto.

Em concreto, realizou duas viagens extraordinárias. No entanto, nas viagens regulares trouxe mais passageiros dos aviões que divergiram.

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