últimas notícias

Cafôfo diz que é um humem de uma só cara

O presidente da Câmara Municipal do Funchal deixou bem claro hoje na cerimónia alusiva ao Dia da Cidade que é “um homem de uma cara só”. E complementou que esteve, “estou e estarei nos bons e maus momentos. Só sei ser desta maneira e não há outra maneira de ser”.

Neste dia em que a cidade assinalou os seus 509 anos, Paulo Cafôfo referiu no discurso muito carregado pelos acontecimentos do Monte, no último dia 15, onde se perderam vidas e muitas outras ficaram com feridas por sarar, que tem “estado, tenho falado, tenho reunido, tenho sabido de histórias de vida pela voz daqueles que fizeram parte das suas vidas. Dos seus familiares, aos olhos dos quais, apesar de já não estarem aqui fisicamente, irão continuar a viver. Recordações, cumplicidades, personalidade e feitios. E a palavra que me sai da boca, perante tudo isto, é a de solidariedade”. Por isso sublinhou que “o gesto que me sai do corpo é um abraço com todos aqueles que, neste sétimo dia após os fatídicos acontecimentos, continuam a sofrer”.
Referiu ainda que todos sabemos “que a vida tem de continuar, mas não podemos esquecer. Não podemos esquecer aqueles que nos deixaram, nem podemos esquecer de tentar perceber o que aconteceu. Temos esse dever. O dever de apurar responsabilidades. De assumir responsabilidades e ter na verdade a única resposta para o que aconteceu.
As responsabilidades serão apuradas e assumidas. A verdade sempre prevalecerá. Ontem, hoje, sempre”.

A terminar o seu discurso, o edil disse continuar “ainda com mais determinação de poder dar o meu contributo para que todos possamos viver bem, para que todos possamos viver o melhor possível. As pessoas pedem-no, as pessoas desejam-no, as pessoas esperam-no. É isso que oiço diariamente, nos lugares e espaços desta cidade, é isso que me dá alento para continuar a fazer mais e melhor. Sempre próximo das pessoas, porque não há política distante das pessoas. Sem nunca esquecer de tratar as pessoas como pessoas. Pôr-nos no lugar dos outros e relativizar os nossos interesses, ou melhor, ver o interesse dos outros como fosse o nosso próprio interesse. Ser próximo e humilde é a postura em que acredito para conseguir esse desígnio. É a forma de governar melhor”.
Na cerimónia do Dia da Cidade, esteve presente ao lado do presidente do município, além do presente da Assembleia Municipal, Rodrigo Trancoso, o vice-presidente da Assembleia Legistaltiva da Madeira, Miguel de Sousa, e o secretário regional da Economia, Turismo e Cultura, Eduardo Jesus, em represenmtação do Governo Regional.

Sem comentários