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Governo admite que o novo Savoy restitui a oferta e reforça qualidade

O secretário regional da Economia, Turismo e Cultura admite que o novo Savoy Palace, em construção, constitui “um reforço significativo que vem, por um lado, restituir a oferta que fora diminuída por força do encerramento do antigo Savoy e, por outro, posicionar-se ao nível da elevada qualidade, o que corresponde ao desafio lançado e à estratégia que é defendida pelo Governo Regional, no que concerne à evolução e à requalificação que se pretende para este setor”.

Eduardo Jesus recorda que as camas do novo cinco estrelas “já estão consideradas para efeitos da nossa oferta regional, naquele que é o investimento promocional, uma vez que, desde a sua aprovação pela Câmara Municipal do Funchal, a Direção Regional do Turismo as considera como tal”.

Em relação às diferentes abordagens ao mercado entre o Grupo Savoy, que está a erguer esta unidade de uma só vez, e a do Grupo Enotel, que vai construir dois novos hotéis no Funchal, mas de forma faseada e alargada nos anos, precisamente com o pretexto de deixar o mercado ir absorvendo devagar a nova oferta, Eduardo Jesus acentua que “estão aqui em causa realizações muito diferentes. Uma unidade não pode nem deve ser confundida com um plano de investimento que envolve a construção de unidades novas e a requalificação das existentes.
Defendemos que o crescimento do nosso destino deve ser sustentável e assente no necessário equilíbrio entre a oferta e a procura. Essa preocupação está, aliás, bem patente, quer na nova Estratégia Regional para o Turismo 2017-21, quer no Programa de Ordenamento Turístico (POT) que foi revisto, documentos que, recentemente concretizados por esta secretaria regional, norteiam e assumem uma visão de desenvolvimento integrado e sustentado, para o futuro. Julgamos que as opções dos empresários devem também partir desta referência, de modo a que sejam opções de sucesso”.


Aposta na qualidade

O governante reconhece que, “felizmente, existe, atualmente, uma consciência diferente em relação à construção associada ao setor. Em nosso entender, deve existir uma cada vez maior aposta na qualidade da oferta e na preservação dos elementos que nos caraterizam, em detrimento da quantidade. E isto porque a diferenciação do nosso destino assenta na sua originalidade, na sua autenticidade e não na cópia do que se faz noutros destinos, pelo mundo fora”.
Daí que indique que os investimentos futuros que venham a ocorrer “devem saber incorporar esta visão do Governo Regional da Madeira como prioridade”.
O secretário regional não tem dúvidas que “o investimento é necessário, porque promove o crescimento, cria emprego e dinamiza a economia regional no seu todo e, particularmente, nas localidades onde nascem ou se requalificam as unidades. Todavia, julgamos que este crescimento deve ser concretizado com equilíbrio e rigor, de modo a que o destino preserve a sua identidade e mantenha os patamares atuais que, como se sabe e, concretamente no que respeita à rentabilidade do setor, levou décadas a atingir”.

Autarquia é que viabilizou

Respondendo a uma nossa questão acerca da volumetria da nova unidade, o secretário regional diz ser importante lembrar que o investimento em apreço “só foi possível de concretizar porque a autarquia do Funchal assim o permitiu, admitindo o Plano que para ali foi aprovado. A volumetria a que se refere decorre, precisamente, da possibilidade que foi concedida, por essa via, ao investidor, não tendo o Governo Regional da Madeira tido qualquer influência nessa matéria”.
A nível da criação dos postos de trabalho Eduardo Jesus não tem dúvidas que “constitui um aspecto altamente positivo e revela oportunidades importantes para os jovens e menos jovens e para as empresas do próprio setor que, hoje, já sentem a necessidade da implementação de programas de valorização e qualificação dos colaboradores, conforme se preconiza na Estratégia Regional para o Turismo e no Plano de Requalificação que dela resulta”.


Sérgio Gonçalves, ACIF:
“Contribui para aliviar um pouco a pressão”


O vice-presidente da ACIF - Câmara de Comércio e Indústria da Madeira, Sérgio Gonçalves, evidencia que é com agrado que “vemos um projeto que acabou por estar parado pela conjuntura difícil que vivemos ao longo destes últimos anos ser agora concluído e regressar o Savoy ao inventário em termos de oferta hoteleira do destino Madeira”.
O também presidente do setor do Turismo da referida associação, considera que o novo Savoy, “desde logo, representa uma solução para uma zona nobre da cidade do Funchal que, após a demolição do antigo edifício, estava algo degradada”. Entende, por isso, que foi “fundamental a solução encontrada, até para a própria requalificação desta zona da cidade, que acaba por atribuir uma nova centralidade”, além de frisar que vem requalificar igualmente a oferta hoteleira madeirense.
Sérgio Gonçalves considera que a construção do novo cinco estrelas acontece numa altura em que o turismo na Madeira apresenta indicadores de crescimento a todos os níveis, desde taxas de ocupação ao RevPAR. Daí admitir que seja importante que surja até porque “contribui para aliviar um pouco a pressão que tem existido em determinadas épocas, de alguma falta de oferta de alojamento”.

Acaba por ser um "regresso"

Por outro lado, recorda que se trata, na verdade, de um novo hotel, mas que surge no lugar de outro, pelo que, “basicamente, representa uma reposição de um inventário que já havia, pese embora com mais alguns quartos em relação aos que existiam. Mas acaba por ser um regresso de uma unidade hoteleira que já existia e que era emblemática no próprio historial do turismo da Madeira”.
Além disso, sublinha que para a ACIF, apraz o facto de ser um investimento de um grupo madeirense. “Ter um investidor da Região com uma obra desta envergadura também é de salientar. E ainda bem que assim é porque contribui para que tenhamos uma economia forte, geradora de emprego, com todos os efeitos multiplicadores que isso depois acaba por transmitir à própria Região”, acentuou.
Sérgio Gonçalves considera igualmente que o Savoy Palace vai disponibilizar uma área considerável para a realização de eventos e congressos, vertente que entende ser “muito importante para a diversificação da oferta da Madeira enquanto destino turístico, permitindo atrair e posicionar o Funchal como um destino de congressos e incentivos”.


Gabriel Gonçalves, APAVT:
“Devemos sempre deixar o mercado funcionar”


Outra leitura acerca do novo empreendimento tem o delegado regional da da Associação Portuguesas das Agências de Viagens e Turismo. Gabriel Gonçalves considera que “temos que olhar para este projeto como um challenger de toda a oferta de 5 estrelas da Madeira, e não só”. Sublinha que, “quer queiramos, quer não, o impacto na oferta, e sobretudo na sua área geográfica, será, concerteza, outro desafio titânico para os gestores das outras unidades circundantes”.
Refere que num perímetro de 100 metros “teremos uma oferta de cinco estrelas na ordem das 2.200 camas, ou seja quase 10% das camas da Madeira”, “numa altura em que a consolidação do destino não está feita, pois continuamos ainda muito dependentes do que se passa nos outros destinos, que, por problemas da mais variada ordem, nos foram favoráveis, fazendo que a Madeira disparasse em termos de ocupação”.
No entanto, disse que fica expectante acerca da forma “como irão se posicionar as unidades deste triângulo geográfico para conseguirem manter ocupações aceitáveis e, sobretudo, manterem o preço médio que se projeta nos dias de hoje”.

Empresários impulsionam e governos ajustam

Gabriel Gonçalves considera que “devemos sempre deixar o mercado funcionar” pois entende que os empresários são as forças impulsionadoras da economia. Contudo, diz que cabe aos governos, através dos mecanismos criados, “controlarem os impulsos dos empresários, quando o mercado está de feição, de forma, a termos crescimentos ajustados e fortes para o futuro”.
Quanto ao facto do novo Savoy Palace vir a ser impactante a nível da oferta de postos de trabalho, com cerca de 200 pessoas numa fase inicial, o delegado regional da APAVT afirma que é ótimo para o crescimento na oferta de novos postos de trabalho e em quantidade, “só possível porque vai ter uma grande dimensão” e questiona se será que é “isto que se pretende”. Volta a deixar no ar outra pergunta: “Numa ilha tão pequena, em que os quadros são escassos, não será que vamos provocar uma dança de cadeiras nas áreas chaves, provocando desequilíbrios nas equipas das outras unidades ou disparar os salários para valores desajustados?”.

Acerca da volumetria do novo hotel, que tem sido o ponto mais criticado deste projeto, Gabriel Gonçalves diz que sem querer ser profeta da desgraça e olhando para o futuro, “a se estabilizar os problemas da bacia do Mediterrâneo, e não só, temos capacidade para mantermos toda esta oferta com níveis de ocupação aceitáveis ou poderemos aqui criar alguns elefantes? Talvez aqui a o impacto da volumetria seja o mal menor”.

Bruno Freitas, Grupo Savoy Hotels & Resorts:
Savoy Palace pode contribuir para sustentação do aumento do tráfego aéreo

A ilha da Madeira vai ter no final do verão do próximo ano mais um hotel. Irá chamar-se Savoy Palace. Pertence ao Grupo Savoy Hotels & Resorts e o “soft opening” está previsto para o inverno de 2018. O investimento previsto será na ordem dos 50 milhões de euros.Tem a particularidade de ser, porventura, o maior investimento privado não só na Região Autónoma da Madeira como em todo o País.
A partir do momento em que abrir as portas para receber os primeiros clientes a cidade do Funchal, e o destino no seu todo, passarão a ter mais cerca de 450 quartos, aproximadamente 900 camas. Serão novas camas, porque surgem de um novo empreendimento que, nesta segunda etapa, começou a ser erguido a quatro de janeiro de 2016. A primeira fase aconteceu ainda com os anteriores proprietários, que demoliram o hotel existente e chegaram a começar a nova obra que ficou praticamente pelos alicerces. Mas, em concreto, a maior parte dos quartos/camas será como que a recolocação nos trilhos de uma “carruagem” do comboio da oferta hoteleira madeirense porque onde está a ser construído o novo cinco estrelas existia anteriormente o histórico Savoy, igualmente com cinco estrelas, e o hotel Santa Isabel, há muito desativado, que também pertencia ao Grupo Savoy.

As camas anteriores e as que aí vêm

No fundo, da mesma forma que irão chegar no princípio do inverno de 2018 as novas camas com o Savoy Palace, no fim da primeira quinzena de maio de 2009, quando o Classic Savoy hotel fechou as portas definitivamente, o destino Madeira deixou de ter 337 quartos e 674 camas (325 quartos standard e 12 suites). O antigo Savoy chegou a ter mais quartos (fala-se em 356 quartos) que terão sido desativados para criar novos espaços mais amplos. Mas, na fase final, era o número que referimos: 337 quartos e 674 camas. Em relação ao Santa Isabel, tinha 69 quartos e 138 camas. Se somarmos os últimos números das duas unidades na altura dos seus encerramentos tínhamos uma oferta de 406 quartos e 812 camas.
Números que, evidentemente aumentam se formos buscar os tais 356 quartos (712 camas) mais os 69 quartos (138 camas) do Santa Isabel, fazendo um total de 425 quartos e 850 camas. E, nessa altura, quando os quartos e as camas hoteleiras desapareceram da oferta madeirense alguém terá beneficiado desses hóspedes.
Por isso mesmo, o administrador executivo do Grupo Savoy Hotels & Resorts, Bruno Freitas, refere que “estamos a falar da reposição de um número de quartos/camas que estão já no inventário do Turismo da Madeira, pois são praticamente o somatório dos quartos do antigo hotel Savoy com o antigo hotel Santa Isabel. Na prática, estamos a falar não da colocação de novas camas mas sim da reposição das mesmas em funcionamento”.

Preeenhe vazio na oferta de alojamentos

Bruno Freitas considera que a disponibilização desta oferta no futuro é encarada “com um sentimento muito positivo” e que “vai de encontro ao preenchimento da falta de alojamentos que se faz sentir no mercado atual e que se prevê no futuro, bem como compensa um espaço deixado durante cerca de 10 anos, nas unidades de cinco estrelas da Região Autónoma da Madeira”. Evidencia, por outro lado, que “se a falta de alojamento nos últimos dois anos tem sido um dos entraves à introdução de maior número de voos para a região, pensamos que o Savoy Palace possa contribuir para a sustentação da estratégia regional no que diz respeito ao aumento do tráfego aéreo”.

Está a contribuir para a criação de emprego

Além disso, o administrador executivo diz que do ponto de vista do Grupo Savoy Hotels & Resorts “permitir-nos-á consolidar a nossa estratégia enquanto grupo hoteleiro posicionado num segmento distinto e de sofisticação, cinco estrelas, contribuindo, deste modo, também para a distinção e particularidade do destino Madeira”.
E, para a região, evidencia que o Savoy Palace “está a contribuir para a criação de emprego durante a sua construção, não só com trabalhadores em obra, mas ao nível dos fornecedores e prestadores de serviços, uma vez que o Grupo Savoy Hotels & Resorts privilegia a contratação de empresas regionais”.
Na realidade, a nível dos postos de trabalho, assim que estejam concluídas as obras (onde laboram direta e indiretamente no hotel em construção entre 250 a 300 trabalhadores), o administrador executivo revela que vão trabalhar inicialmente no novo cinco estrelas da cidade do Funchal cerca de 200 pessoas.
Evidencia que este número será ultrapassado, seguramente, tendo em linha de conta o exemplo do Savoy Saccharum, na Calheta, do mesmo grupo, que iniciou a atividade em abril de 2015 com cerca 60 a 70 pessoas. Em dois meses, o quadro de pessoal teve de ser reforçado para cerca de 100 empregados. Hoje, a unidade, que aguarda uma reclassificação para passar de quatro para cinco estrelas, emprega 120 pessoas, o dobro do que a administração tinha previsto no início.

Reposição de unidade de referência

Bruno Freitas sublinha que o projeto Savoy Palace, que se concretiza depois do Grupo AFA (cujas origens remonta a 1981) ter comprado o Grupo Savoy e ter decidido continuar a construção, “é com certeza um projeto estruturante para a economia regional, sobretudo pela criação de postos de trabalho”, que numa fase de cruzeiro admite que irá ultrapassar os 300 postos de trabalho”.
Aqui haverá um ganho na oferta de empregos na medida em que quando fechou portas, o antigo Savoy tinha no ativo 100 trabalhadores na unidade, sendo que anteriormente tinham saído já 70 trabalhadores, o que dá um total de 170 quadros.
O administrador executivo recorda que, na prática, o Grupo está a fazer um investimento que consiste na “reposição de uma unidade hoteleira que é referência centenária no turismo da Madeira”. Diz que em 2010, aquando da demolição do antigo hotel Savoy, “estava previsto a reconstrução do mesmo num prazo que se esperava ser dois anos” mas que, entretanto, “por força da má conjuntura económica e financeira não foi possível aos anteriores acionistas fazê-lo, tendo o nosso Grupo AFA, em finais de 2015, assumido a responsabilidade, através da aquisição de 100% do capital do Grupo Savoy, de reconstruir e repor a normalidade urbanística nesta área da cidade”.
Sublinha que será um projeto que “irá revitalizar uma área urbana no Funchal que se encontrava degradada, e trará uma nova dinâmica quotidiana aos espaços circundantes com a reabilitação dos jardins envolventes bem como dos espaços comerciais nas proximidades”.
Refere ainda que “irá contribuir para a criação de novos negócios, bem como irá proporcionar o aparecimento e aumento de negócios relacionados com as atividades turísticas, proporcionando, deste modo, um aumento de investimentos indiretos, que fomentarão o empreendedorismo regional”.

Tentar recuperar qualidade e memória

Por outro lado, ainda em relação ao Savoy Palace, o administrador executivo acentua que se trata de “um projeto arrojado” que “tenta recuperar a qualidade e a memória do turismo na Madeira”.
Como fatores distintivos do novo hotel que está a ser erguido Bruno Freitas explica que a intenção passa por dotar a unidade como uma infraestrutura moderna “mas nunca deixando para trás a exuberância, a qualidade e o requinte que o antigo Savoy proporcionava ao turismo da Madeira”.
Além disso, reconhece que se trata de uma herança bastante grande ter a marca Savoy a alicerçar, a qual sublinhou evidenciar a “aposta clara na qualidade, na formação e na prestação do serviço”.
Bruno Freitas recordou que aquilo que sempre distinguiu a marca Savoy no turismo da Madeira “é um serviço e atenção que se dá ao cliente, de forma a que se sinta na sua própria casa”. Não obstante, revelou que o Savoy Palace terá novas facilidades que o Classic Savoy não tinha. Facilidades como a diversidade com seis piscinas diferenciadas, áreas exclusivas para clientes VIP e que optem por serviço premium, áreas unicamente destinadas ao público adulto e outras direcionadas para ambientes mais familiares.
Quanto a ligações entre o Classic Savoy e o Savoy Palace, o administrador executivo aponta, além da localização e a aposta clara no bom atendimento, que há uma preocupação no aproveitamento de alguns pontos e de elementos chave a nível decorativo e igualmente na própria toponímia de espaços do novo hotel. “Estamos a procurar recuperar a memória do Savoy sabendo, de antemão, que é um projeto distinto do que havia inicialmente. Mas há um espólio que mantemos do anterior Savoy que será aproveitado na decoração e utilização no novo”.

Timesharing, mas em menor escala

Em relação ao timesharing, que fazia parte do projeto dos anteriores donos, diz que está a ser pensado mas em muito menor escala. Sublinha que se trata de um projeto mais direcionado para hotel, “que o diferenciará do Royal Savoy”. Acentuou que, de certa forma, “estamos a pegar na ideia original do Savoy”.
Questionado acerca das diferentes abordagens ao mercado do Grupo Savoy, que está a erguer o Savoy Palace de uma só vez, e, por exemplo, com a do Grupo Enotel, que vai construir dois novos hotéis no Funchal, mas de forma faseada e alargada nos anos, com o pretexto de deixar o mercado ir absorvendo devagar a nova oferta, Bruno Freitas responde que “sendo projetos completamente distintos e não comparáveis, são abordagens diferentes ao mercado. Está a ser proposto comparar uma estratégia de consolidação, que é a nossa, com uma estratégia de expansão”.
A construção para o novo Savoy, ainda com os anteriores donos, mereceu a aprovação por parte da Câmara Municipal do Funchal a 12 de fevereiro de 2009. Era um projecto de licenciamento do contrato de construção do novo hotel que passou pela elaboração para aquela zona do Plano de Urbanização do Infante. Em dezembro de 2015, o município do Funchal prorrogou o prazo do projeto por mais três anos visto que caducava a 16 de dezembro daquele ano.

O novo grupo hoteleiro

O Grupo Savoy Hotels & Resorts mantém há cerca de 17 anos a unidade de quatro estrelas na Calheta (a oeste da Madeira), o Calheta Beach (hoje Savoy Calheta Beach), com cerca de 150 quartos.
Em 2009, o grupo decidiu avançar com a construção de uma nova unidade no mesmo concelho e não muito longe do primeiro. Surgiu então em 2015 o Saccharum (hoje Savoy Saccharum), igualmente de quatro estrelas (atualmente aguarda vistoria de reclassificação para cinco estrelas).
Com esse passo, o grupo entendeu que havia chegado a hora de consolidar a sua atividade no setor da hotelaria.
O administrador executivo do Grupo Savoy Hotels & Resorts, Bruno Freitas, recorda que antes da aquisição Grupo Savoy surgiram oportunidades, que foram ponderadas e analisadas. Uma delas passava precisamente pela aquisição do próprio Grupo Savoy, que acabou por se concretizar com a compra da empresa Siet Savoy, com dois hotéis em atividade, o Royal Savoy (5 estrelas) e o Savoy Gardens (4 estrelas). Este grupo tinha igualmente um outro ativo, o projeto imobiliário para a construção de uma nova unidade hoteleira a erguer no espaço do emblemático Savoy que já tinha sido deitado completamente abaixo.
Este investimento, segundo referiu o administrador executivo, permitiria ao grupo conciliar a atividade da construção civil, com recurso a meios próprios, numa perspetiva de economia de escala. Conseguia, assim, criar essas sinergias, mantendo a sua atividade principal, mas reforçando o seu investimento e a presença na Região numa perspetiva de turismo.
Presentemente, o Grupo Savoy, sem contar com a nova unidade, tem cerca de 700 quartos, aos quais se irão adicionar mais 450 no verão/inverno do próximo ano. Serão então cerca de 1.150 quartos que se irão traduzir em 2.300 camas.


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