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Olimar cresceu na Madeira e gostaria de manter esses números

Oliver Zahn: "Ficava satisfeito se podemos manter o nível de 2016 nos próximos três anos"
O operador turístico alemão Olimar atingiu 19.700 clientes na Região Autónoma da Madeira no ano turístico de 2016 (novembro 20115 a outubro 2016), o que traduz uma aumento de 28% em relação a 2015.
Oliver Zahn, CEO da Olimar, complementou que o verão (de maio a outubro) teve mais peso, com 13.000 clientes, a reportar uma subida de 35 por cento em relação a período homólogo anterior.
Em comparação com a média em Portugal de 2016 por parte do operador germânico, o crescimento na Madeira, incluindo o Porto Santo, foi superior em 3 por cento, já que no país, o operador registou um crescimento de 25 por cento.
Para o futuro, chegou-se a falar que Olimar poderia crescer nos próximos três anos entre 5% a 10% em Portugal. No entanto, Oliver Zahn admite que a seu ver, “deveríamos corrigir estes objetivos para baixo”, porque, explica, “aparentemente, 2016 foi um ano muito especial”.


Vendas em baixa
O CEO revela que atualmente, as vendas na Alemanha para verão de 2017 na Madeira “estão abaixo dos 10% abaixo em relação ao ano passado, e na Olimar, e com -18 por cento. Isto tudo em relação a um nível alto. Mas este, aparentemente, não permite crescer muito mais”. Por isso mesmo, disse que “ficava satisfeito se podemos manter o nível de 2016 nos próximos três anos”.
Questionamos acerca das quotas de mercado da Olimar em relação à concorrência, sendo que tínhamos a ideia de que, há uns anos, a Olimar era a "campeã" dos turistas alemães para o Algarve mas não o era para a Madeira, que perdia para a TUI. Oliver Zahn respondeu que talvez a Olimar fosse “campeã” no número total de passageiros, incluindo voo, para o Algarve, no fim dos anos 90, até 2001, “porque a Olimar produziu muitos voos charters”, e, na altura “não houve comercialização própria das companhias aéreas para destinos turísticos, nem low-Costs, etc…”. Referiu que a nível de “turistas”, a Tui estava sempre à frente.  
Revelou que as quotas de mercado do destino Madeira (sem incluir o Porto Santo) da operação turística da Alemanha eram, no verão de 2016, as seguintes: a Tui tinha 25% da quota de mercado, a Schauinsland, 18%, a Olimar, 11,5%, a Neckermann, 9,2%, e a Dertour tinha 6,1 por cento.
Atente-se que Portugal só representa 2% de quota do mercado alemão.
Seja como for, para a Olimar, o CEO disse que o mercado da Madeira representa, ao nível de clientes 15% e ao nível das dormidas (e receitas) cerca de 20 por cento.

E será que os cruzeiros de companhias como a Aida Cruises retiram mercado aos operadores turísticos tradicionais? Oliver Zahn respondeu que sim. Embora sublinhe que, para a Madeira, se trata de uma boa promoção. No entanto, acentua que as viagens em navios de cruzeiro, como os que a Aida faz frequentemente à ilha, como acontece nesta altura do ano, em que tem dois navios com capacidade total na ordem dos 4.400 passageiros todas as semanas, “são uma forma de passar férias que, naturalmente, concorre com outros modelos”.

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