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Gregory Porter trouxe magia ao Funchal Jazz



Gregory Porter fechou em grande a edição de 2016 do “Funchal Jazz Festival”, que voltou a ter como palco o Parque de Santa Catarina. O cantor nascido em Sacramento e criado em Bakersfield, Califórnia, nos Estados Unidos da América, depois de motivar a maior enchente dos três dias do festival encantou com a sua voz melódica e prendeu aquela imensa plateia de princípio ao fim.

Mas, tal como um jogador não constitui toda a equipa, o vencedor em 2014 do Grammy de melhor álbum vocal jazz, Liquid Spirit, teve em palco quatro músicos de excelência. Chip Crawford, ao piano, Tivon Pennicott, no saxofone, Jahmal Nichols, no contrabaixo e Emanuel Harrold, na bateria. Tocaram de uma forma soberba. Os cinco fizeram um concerto que residentes e visitantes da Madeira tão cedo não vão esquecer.

De qualquer forma, Gregory Porter, fiel à matriz do jazz, adicionou à sua música doses variáveis de soul music, R&B e gospel, interpretando-a sempre com plena compreensão de todo o processo criativo.
Uma nota em relação ao segundo concerto do terceiro e último dia do festival. Gregory Porter já deveria ter cantado umas cinco a seis músicas quando o inesperado aconteceu com fogo de artifício a perturbar a música com um barulho estridente. Pareceu vir de muito perto, das imediações da Quinta Vigia, que fica no cimo do Parque de Santa Catarina.
Depois de caído o pano do festival tive oportunidade de voltar a ouvir os quatro músicos que tocaram com Gregory Porter no Scat, num ambiente diferente, mais intimista. A mestria dos acordes voltou a encher a sala repleta.


“Sexteto de Jazz de Lisboa”
No registo do último dia fica o primeiro concerto, com o “Sexteto de Jazz de Lisboa”, com Mário Laginha a voltar ao palco.
O “Sexteto de Jazz de Lisboa” foi um dos primeiros e mais notáveis grupos de jazz portugueses. Esteve no Funchal com o trompetista Tomás Pimentel, os saxofonistas Ricardo Toscano e Edgar Caramelo, o já referido pianista Mário Laginha, o contrabaixista Francisco Brito e o baterista Mário Barreiros.

Primeiros dias
Em jeito de balanço do “Funchal Jazz Festival 2016” podemos recordar que no primeiro dia, quinta-feira, teve as atuações de “Fred Hersch Trio” e de “Antonio Shánchez & Migration”, antes das quais a organização quis homenagear em palco um grande nome do jazz madeirense, Tony Amaral, que faleceu esta semana.
Na sexta-feira foi a vez de “Maria João & Mário Laginha” e ainda de “Rudresh Mahantappa Bird Calls”.

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