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Greve dos pilotos, Venezuela, Brasil e Angola afetam resultados

As receitas retidas na Venezuela, a greve de 10 dias dos pilotos em maio do ano passado, e as crises económicos no Brasil e em Angola foram os fatores desequilibradores nas contas de 2015 da TAP SPGPS. Fechou o ano com um prejuízo de 151,7 milhões de euros. Em 2014 havia sido de 85,1 milhões de euros.


O relatório e contas da Parpública de 2015, divulgado por estes dias, mostra que o impacto mais expressivo foi resultado do reconhecimento da desvalorização das receitas retidas na Venezuela, de 91,3 milhões de euros, que já tinha sido responsável pelos prejuízos do negócio da aviação (TAP SA).

No relatório enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, a Parpública refere que embora o grupo TAP tenha vindo nos últimos anos a acumular resultados negativos, “a dimensão do prejuízo apurado em 2015 é particularmente expressiva, refletindo situações extraordinárias e com impacto fortemente negativo”.

A área da manutenção no Brasil também teve um desempenho negativo, continuando a acumular prejuízo, além da evolução desfavorável do negócio do transporte aéreo.

A Parpública, a sociedade gestora de participações sociais de capitais exclusivamente públicos, refere que a greve do Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil causou “significativas perturbações na prestação do serviço com naturais reflexos, quer na redução das receitas, quer no aumento dos custos suportados”.

O documento evidencia ainda que para completar o enquadramento desfavorável que a atividade do grupo TAP enfrentou “há ainda a referir a evolução bastante negativa registada pela conjuntura económica vivida em alguns dos principais mercados em que a TAP opera, como Angola e o Brasil, o que explica parte da quebra das vendas”.

Em 2015, a empresa foi reprivatizada, com a alienação de 61% do capital ao consórcio Atlantic Gateway. O acordo de venda direta do grupo TAP foi celebrado em 24 de junho e ficou concluído em 12 de novembro, com a transmissão a favor da Atlantic Gateway, de 915.000 ações escriturais, nominativas, representativas de 61% do capital social da TAP SGPS, por 10 milhões de euros, permanecendo os restantes 39% em carteira.

No entanto, o novo Governo português renegociou as condições com privados e, no dia 06 de fevereiro deste ano, assinou um memorando de entendimento que prevê que o Estado aumente a sua participação - face ao anterior contrato - para 50% do capital.

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