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Turismo de Portugal fomenta empreendedorismo

O Turismo de Portugal assinou esta quarta-feira um protocolo com com a Associação Portuguesa de Bancos para apoiar o financiamento do setor, no valor de 60 milhões de euros. Sobretudo para dinamizar o empreendedorismo. Luís Araújo, presidente da instituição, revelou que o empreendedorismo é uma área a que o Turismo de Portugal quer dedicar muita atenção.


O empreendedorismo é "uma área a que o Turismo de Portugal, e eu particularmente, queremos dedicar muita atenção” e “é uma área que nos interessa e nos importa muito acompanhar", disse o responsável na BTL - Feira Internacional de Turismo, em Lisboa, que ontem abriu portas.

Sobre o protocolo assinado, lembrou que o turismo é um setor que precisa de capital intensivo, que tem maturidades de longo prazo e especificidades operacionais muito próprias. Por isso, “esta é a resposta a muitas das dificuldades que as empresas têm hoje e certamente será um instrumento valiosíssimo para a sua reanimação económica”.

Luís Araújo sublinhou que muitas das questões que foram levantadas pelas associações patronais representativas do setor foram aceites no protocolo assinado e devidamente enquadradas. Considera ser um protocolo mais abrangente, que não só abrange empreendimentos turísticos, estabelecimentos de restauração, empresas de serviços associadas ao setor, mas, “mais importante, é uma novidade - e ponto de honra para nós - é um protocolo que abrange projetos na área do empreendedorismo”.

As linhas de crédito estão acessíveis a empresas turísticas de qualquer dimensão e privilegiam investimento em projetos de requalificação de empreendimentos turísticos, projetos na área da animação turística, restauração, e projetos que contribuam para a dinamização dos centros urbanos, que combatam a sazonalidade e contribuam para a permanência média do turista.

O montante máximo do financiamento concedido poderá chegar aos 75% do valor do investimento elegível, sendo que o teto máximo de investimento do Turismo de Portugal em cada operação é de 2,5 milhões de euros. Nas candidaturas que agreguem várias empresas o limite é de 3,5 milhões de euros.

O prazo de reembolso máximo é de 15 anos, tendo quatro de carência máxima. Não há taxa de juro aplicada à parcela do Turismo de Portugal.

O ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, referiu que “gostava que este fundo esgotasse rapidamente” acrescentando ainda que para este ano gostaria de ver o valor das receitas do Turismo subir para os 12 mil milhões de euros.

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