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António Trindade crê que futuro passa por oferta de verdade

O presidente do Grupo PortoBay considera que quando o ciclo da inovação e o ciclo da transformação social e económica acontecem com uma rapidez tão grande, é mais difícil perspetivar o que será o setor do turismo a longo prazo. António Trindade diz que o turismo terá sempre crescimento, e cada vez maior.

Refere que os estudos apontam para que em 2050 a esperança média de vida se situe entre os 120 e os 140 anos, o que implicará grandes mudanças sociais e no mercado de trabalho. Considera que a sociedade não está preparada para isto.
Admite que esta mudança vai ter influência na capacidade financeira das pessoas, das instituições e das empresas, que as levará a alterar o seu paradigma de atividade e de lazer.
Considera que nesta mudança o turismo de saúde terá de crescer para dar resposta à nova esperança média de vida.
Sublinha não ter receio do que possa ser o turismo daqui a meio século porque “ele adapta-se ao nível dos dois ou três meses”. No entanto, em lugar de afirmar o que será o setor daqui a 50 anos, que admite ser difícil prever, porque os ciclos da história são cada vez mais curtos, prefere falar dos instrumentos que “é preciso encontrar para olhar sobretudo a
estes dois grandes elementos que serão necessariamente determinantes no comportamento dos seres humanos: a evolução da esperança média de vida e a evolução demográfica”.
O hoteleiro não teme o futuro porque não acredita que o virtual venha a tomar o lugar do real.
“Nunca irei pescar para um computador; nunca irei ver migrações de aves no PC…”, ironizou. Admite que estes fenómenos tenderão necessariamente para uma evolução do ser humano muito positiva em relação às autenticidades onde sobressaia a “oferta da verdade, uma relação com as origens, que é muito determinante, e os contactos diretos”.

Não tem dúvidas que a intermediação no turismo vai continuar a existir “mas vai ser cada mais exigente”.

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