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Vendas de voos domésticos aos trambolhões nas agências de viagens

As vendas de voos internos representaram em Outubro apenas 9% das vendas BSP das agências de viagens portuguesas antes de taxas e sobretaxas, que é o nível mais baixo de sempre. Dados a que o PressTUR teve acesso indicam que no mês de Outubro, as vendas líquidas de voos domésticos caíram para 4,6 milhões de euros, menos 20,1% ou menos 1,16 milhões que há um ano e ficaram 51% ou 4,8 milhões abaixo do mês homólogo de 2007, que foi o melhor Outubro desde 2005 em vendas dessas ligações.

Fontes do mercado têm atribuído a contínua queda das vendas BSP de voos domésticos à tendência cada vez mais forte dos consumidores para comprarem online nos websites das companhias aéreas, por terem a percepção que encontram aí melhores preços.
Esta tendência, dizem, tem origem na entrada da easyJet na rota Lisboa - Funchal, que é a que tradicionalmente tem mais peso no BSP dos voos domésticos.
A easyJet, segundo essas fontes, não só levou consumidores para o seu website, como para os de outras companhias, nomeadamente a TAP, que continua a ser a transportadora aérea com maior número de voos e de lugares nessa rota.
Os dados a que o PressTUR teve acesso indicam que antes de taxas e sobretaxas, com a queda em Outubro as vendas de voos domésticos acumulam nos dez meses desde o início de 2011 um decréscimo homólogo de 13,9% ou 9,3 milhões de euros, para 59,4 milhões, e ficam 41,6% ou 42,25 milhões abaixo de 2006, em que se situavam em 101,69 milhões.
Relativamente aos voos internacionais, os dados do BSP antes de taxas e sobretaxas, indicam que em Outubro foi praticamente atingido o valor do mês homólogo de 2010 (-0,1%), com 46,9 milhões de euros, e que de Janeiro a Outubro a queda é de 5,1% ou 24,2 milhões, para 445,96 milhões.
Estes dados antes de taxas e sobretaxas têm apenas relevância por permitirem ter uma percepção da evolução por voos domésticos e internacionais, uma vez que as taxas e sobretaxas das companhias aéreas são parte integrante do preço dos bilhetes, sendo obrigatória a publicitação do valor final, e cada vez mais as companhias fazem oscilar tarifas e/ou sobretaxas em função da concorrência nas diversas rotas.
Até Outubro, as taxas e sobretaxas incluídas nos preços dos bilhetes ascendem a 194,4 milhões de euros, mais 14,1% ou mais 24 milhões que há um ano, tendo registado em Outubro um aumento de 16,1% ou 2,76 milhões, para 19,9 milhões.

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