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Armas lança no Inverno linha para área de Lisboa desde a Madeira

António Armas no lançamento de mais um navio da sua frota
(foto: Paulo Camacho)
António Armas explicou as razões da opção de escolher Ângela Jardim, esposa de Alberto João Jardim, presidente do Governo Regional da Madeira, para madrinha do novo ferry da naviera Armas. Uma realidade relevante tendo em linha de conta que os últimos baptismos ficaram em casa, com a esposa a ser madrinha de dois e a filha, de cinco.


O armador recorda que a Armas está na linha da Madeira e, na fase inicial, «deparou-se com  alguns problemas, que se solucionaram» com a intervenção do presidente do Governo Regional que «acreditou na nossa presença, que está a aumentar na Madeira e em Portugal».

Uma presença que, respondendo à nossa questão, admitiu que quer aumentá-la «com mais viagens entre o continente e a Madeira». De que forma? quisemos saber.  Respondeu prontamente que tem vários projectos para aumentar o tráfego. «Possivelmente, fazemos a ligação de Portimão e optamos também por mais outra mais próxima de Lisboa. Não sabemos exactamente o porto, mas será uma opção para facilitar o tráfego de carga», revelou o empresário nascido e criado em Las Palmas de Gran Canaria.

Quanto a datas, respondeu que assim que o ferry ontem lançado à água entre ao serviço, que acontecerá no final do ano, princípio do próximo, «já começaremos com as novas linhas. No próximo Inverno já teremos as novas linhas» que admite seja para um de três portos: Lisboa, Setúbal ou Sines. A filosofia da ligação vai manter-se tal como acontece com Portimão, com a saída das ilhas Canárias, escala no Funchal, rumo ao continente, regresso à Madeira, e, depois, às ilhas espanholas do Atlântico.

No que toca à utilização do Volcan del Teide diz já ter claro qual vai ser a sua utilização, mas, mantendo a máxima de que o segredo é a alma do negócio, não quis revelar se será para substituir o Volcan de Tijarafe,que está a fazer a linha de Portimão, se para fazer a nova a aposta na zona central do território nacional, ou outra opção, que bem pode passar por uma entrada nos cruzeiros. Acerca desta última hipótese admitiu que o novo ferry «é um cruzeiro que pode levar carga». Contudo, no decorrer da conversa, lá foi adiantando mais qualquer coisa ao referir que vai aguardar para ver como vai ser o tráfego para então tomar a decisão.

Em termos de balanço da operação da actual linha da Madeira admite que é muito dura. Engloba-a numa operação global.

Diz que o ano passado a Armas transportou 32 mil passageiros entre a Madeira e Portimão. E, este ano, «estamos subindo o número de passageiros. Inclusivamente também de Canárias».

No entanto, manifesta alguma preocupação com as taxas no Porto do Funchal. Considera um passo atrás. Contudo, podemos adiantar que esta questão foi abordada durante um almoço restrito que houve ontem a convite dos estaleiros onde está a ser construído o ferry, onde esteve presente o presidente da Armas e o presidente do Governo Regional. Depois de ouvir as preocupações de António Armas, Alberto João Jardim pediu que colocasse tudo num papel para uma análise posterior.

Finalmente, no que toca ao lançamento do navio, António Armas disse que é um acontecimento importante para um armador, depois de toda a preparação para o concretizar. Comparou mesmo ao nascimento de um filho. Contudo, mostrou-se prudente. Referiu que o desejo é que tudo saia bem, mas admite que também possa acontecer o contrário

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