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João Welsh defende apoio ao consumidor em lugar das companhias

João Welsh considera que o Turismo da Madeira apresenta problemas estruturais graves. Por isso aponta caminhos no sentido de evitar maiores contra-tempos. O delegado na Madeira da APAVT falava durante o primeiro painel da Conferência Anual do Turismo, onde foi comentador, que decorreu no dia 8 de Maio no Funchal.

Quanto às debilidades referiu, por exemplo, que houve uma tentativa de manipulação dos canais de distribuição, em seu entender esquecendo que eles têm vontades e interesses próprios. Além disso considera que não se deve fomentar a concorrência directa entre os diferentes canais. Neste âmbito, critica, por exemplo, os apoios directos que têm sido dados às companhias de aviação para voarem para a Madeira. Daí que diga haver necessidade urgente de retirar parte dessas verbas e direccioná-la para o consumidor final.
Por outro lado, acentuou que o Turismo da Madeira tem de canalizar mais verbas para a promoção e saber o retorno que tem de cada euro que investe nos diferentes mercados.
Segundo as suas contas, quando há cerca de uma década o retorno de cada euro investido se traduzia em 136 euros, actualmente estamos com um retorno de 22 euros, o que entender se manifestamente pouco quando inserido numa média que é de 50 euros.
Outro ponto que tem sido desde sempre um ponto de honra para João Welsh é a autenticidade do destino, onde a sua bandeira é o calhau de pedra roliça, um factor distintivo em detrimento das praias de areia amarela que, conjuntamente com outras particularidades não naturais da ilha só contribuem para atrair um mercado jovem e sem dinheiro que entende não interessar à Madeira.
Mais ainda falou da descaracterização do destino em locais como a Estrada Monumental e ainda na Avenida do Mar, com roulottes que diz constituírem um péssimo cartaz para quem nos visita.

António Loureiro
Antes de João Welsh falou António Loureiro, o orador convidado do painel que tinha como tema “Novos modelos de distribuição”.
Basicamente o que o director-geral da Travelport Portugal e Brasil veio dizer ontem de manhã foi que muito caminho a fazer no destino Madeira, sobretudo para incrementar a sua notoriedade na internet e nas redes sociais. Exemplificou com pesquisas feitas há poucos dias na Web, concretamente no motor de pesquisa da Google inglês, que diz ser mais favorável que o português.
Com as palavras “Island holidays”, “family holidays”, “sport holidays”, “sightseeing holidays”, “kids holidays” e “nature holidays” nas 10 pesquisas que cada um proporciona não surge nada ligado à Madeira. Apenas em “walking holidays” a Madeira aparece no décimo lugar.
Outro exemplo apontado é de um outro site internacional onde a Madeira não surge nos 50 destinos mais procurados, numa lista onde Faro está em quinto e Lisboa em 36º lugar.
Estes factores são importantes para António Loureiro sobretudo tendo em linha de conta que a Web já há muito chegou e está cada mais próximo do consumidor, nomeadamente com os smartphones que abrem uma infinidade de oportunidades.
Neste domínio, deu o exemplo do Reino Unido onde no último ano, à pergunta de onde os turistas haviam recolhido informação do destino, 79% disse ser através da internet. A média é de 75 por cento.

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