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Porto cheio de normalidade

(foto:Paulo Camacho)
Cerca de 4.100 passageiros em viagens de cruzeiro, aos quais se juntam centenas de tripulantes (1.400), deram mais vida ao porto do Funchal e  à cidade, na última segunda-feira. Na realidade, fazia já algum tempo que a Pontinha não reunia três paquetes, aos quais se viria a juntar ao princípio da tarde o ferry da Naviera Armas, o Volcan de Tijarafe, que efectuou a sua viagem semanal entre Portimão e a Madeira, de onde seguiu para Tenerife ao fim da tarde.

Com o movimento dos navios de cruzeiro no porto, além do número passageiros que tem excursões marcadas em terra e que as efectuam quando desembarcam, muitos optam por uma caminhada até ao centro da cidade que já está praticamente 100% reabilitada. Sobressai o Mercado dos Lavradores, a funcionar em pleno, pela procura que normalmente tem neste tipode turistas com passagens curtas na cidade.
Até a Rotuda Sá Carneiro – cuja estátua se manteve firme como o estadista, enfrentando a força das rochas e da água, que não se cansavam de tentar demovê-lo – já está transitável, proporcionando, por isso, uma passagem mais tranquila entre o porto e o centro da cidade. Embora podendo fazê-lo, como antes, quando era necessário devido ao facto daquela área ter sido intervencionada, já não é necessário passar pelo Parque de Santa Catarina.
Desta forma, embora seja difícil distinguir o turista dos cruzeiros daquele que chega de avião e fica mais tempo, havendo, no entanto, alguns que aparentam facilmente a origem, era notório um movimento maior de forasteiros na cidade.
Inclusivamente na zona velha, entre o Porto Santa Maria e a Praça da Autonomia eram visíveis turistas que se apressavam a fotografar o seu navio em mais uma escala. Felizmente, não demos por muitos a forcarem os novos metros quadrados que a Madeira “ganhou” com a limpeza das ribeiras. Aliás, tirando uns dois ou três que pareciam estar a teorizar sobre aquele ninho de pedras e terra, não vimos mais ninguém.
Em relação aos navios que estiveram no porto, tínhamos à “cabeça do molhe”, o Aidaluna, que havia chegado à hora do almoço de domingo, como faz todas as semanas. Trazia em trânsito 2.100 passageiros e transportava 620 tripulantes, alguns dos quais também desemabracaram. Saiu pelas 17 horas rumo a Canárias, para a ilha de La Palma. Veio de Tenerife.
Atrás, um companheiro de escalas semanais, o Island Escape. Chegou pela manhã e deixou o porto à noite. O navio da Thomson Cruises trazia em trânsito 1.210 passageiros. Por se tratar de um porto de entrada e saída de passageiros, desembarcam 203 passageiros e embarcaram 218. O navio tem uma tripulação composta por 540 elementos.
Veio de La Palma, em Canárias, e ruma para Agadir, em Marrocos.
Finalmente, o Silver Wind, que trazia a bordo 250 tripulantes e uma tripulação de 224 elementos.
Chegou cedo de Casablanca, em Marrocos, e rumou a Lisboa

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