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Cruzeiros: O regresso

O regresso dos passageiros no AIDAluna
(fotro: Paulo Camacho)
Os passageiros do Aidaluna foram recebidos no Porto do Funchal, no dia 28 de Fevereiro, com  especial deferência. Não por serem especiais mas por traduzirem o regresso de um navio de cruzeiros à Madeira depois do mau tempo do sábado dia 20 de Fevereiro que motivou precisamente a escala semanal do navio no domingo seguinte.

Apesar do vento que se fazia sentir no mar quando o paquete fez a aproximação por volta das 13.30 horas a ajuda de um rebocador permitiu que atracasse depois de uma manobra demorada.
Em terra tudo estava preparado para acolher mais este regresso à normalidade. O Grupo folclórico da Boa Nova ajeitava-se para a recepção, a Blandy preparava-se para assistir mais esta escala e a Island Events, de Belinda Sousa, perfilhava os autocarros que iriam levar em excursões os 230 turistas em sete autocarros. João Xavier Nunes, mais conhecido por Jana, montava o seu quiosque de souvenirs, embora sem pressas porque, conforme nos confidenciou, estes clientes não são dos que mais compram recordações.
Além disso, dois elementos vestidos com trajes madeirenses preparavam as flores nos cestos que iriam ser oferecidas às senhoras que desembarcassem.
Por isso, depois do navio amarrado a meio da Pontinha, a rampa de acesso a postos, assim como toda a logística normal em qualquer escala, tudo se processou com normalidade e fluidez. O bailinho começou o seu balanço sob os acordes dos instrumentos e as duas raparigas começaram a dar flores, acompanhadas de sorrisos, deixando um misto de satisfação e surpresa aos passageiros que filmavam e fotografavam o desembarque.
Num dia com sol, curiosamente, os primeiros passageiros não se dirigiram para os autocarros, mas antes em direcção ao centro da cidade depois da agência que os assiste lhes entregar um mapa da cidade.
E a verdade é que foram muitos os que o fizeram entre os 2060 passageiros e 625 tripulantes que o navio trouxe.
Alguns optaram pelos táxis.

Dois dias a reajustar trajectos

Quanto aos que foram para os autocarros, tinham marcadas duas excursões com destinos distintos. Uns iam até o Santo da Serra, Poiso e arredores. Outros iam a Câmara de Lobos e ao Cabo Girão.
No dia seguinte, tendo em linha de conta que o navio só zarpava, como é normal, às 17 horas, sairam oito autocarros para novas excursões. Foram trajectos que Belinda Sousa, fazendo jus o lema da Island Events – Destination Management Company: “We can more” (Nós podemos mais) confidenciou ter adaptado, depois de ter andado dois dias extenuantes pela ilha a alinhavar rotas alternativas consentâneas com o estado das estradas e dos locais.
Pela parte da Blandy, que agencia o navio, foi-nos transmitido que tudo está normal com as escalas dos próximos cruzeiros, não estando previstos quaisquer cancelamentos. A não ser por razões terceiras como aconteceu ontem com o estado do mar a levar o Aidabella da mesma ainda ainda Cruises, a cancelar a escala que deveria ter feito ao Funchal numa viagem com origem em Cadiz, no Sul de Espanha.
O Aidaluna, que apanhou um “pedaço de mar”, não veio do mesmo lado. Vinha igualmente de Espanha, mas das ilhas Canárias.
Não será demais referir que, atendendo ao estado da Rotunda Sá Carneiro, ainda a ser intervencionada, foram colocados autocarros a fazer ligações regulares entre o barco e o centro da cidade. Isto apesar dos passageiros terem a opção de vir a pé e subir pelo Parque de Santa Catarina. Um trajecto que, aliás, tivemos oporttunidade de fazer atrás de alguns passageiros acabados de sair do Aidaluna.
No fundo, trata-se de um procedimentos que algumas companhias já oferecem aos passageiros dos paquetes nas escalas ao Funchal, mas que não acontecia com os navios da ainda Cruises. Apenas as circunstâncias levaram a recorrer a este meio no sentido de minorar os efeitos.
Curiosamente, mais tarde, tivemos ocasião de ver passageiros do navio alemão a passearem pelo centro da cidade e outros sentados nas esplanadas.
Em matéria de navios, podemos ainda referir que ontem esteve no porto do Funchal um navio da armada norte-americana, que veio reabastecer. Entrou de manhã cedo e saiu durante a tarde.
No dia seguinte, além de se manter no porto o Aidaluna, regressou o Island Escape, que, depois de também ter cancelado a escala da segunda-feira passada devido às condicionantes conhecidas. O navio chegou cedo e saiu ao fim da noite.

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