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"Este ano, vou passar férias na Madeira"

A secretária regional do Turismo e Transportes, Conceição Estudante disse que Tenerife viveu uma situação de mau tempo muito idêntica à nossa recentemente, e que a compreensão que os órgãos de comunicação locais e nacionais tiveram dessa tragédia demonstrou uma forma de estar e de compreensão das problemáticas de prismas diferentes em relação que fizeram na Madeira. Não obstante, sublinha que o Turismo da Madeira tudo está a fazer para inverter o impacto do mau tempo.
A nível interno, vão aparecer VIP a passar a mensagem: “Este ano, vou passar férias na Madeira”.


O Dia da mulher, que este ano assinala os 100 anos de existência, tem algum significado para si?Para mim, não tem significado especial. Contudo, quando há um dia comemorativo de qualquer circunstância há que lhe dar alguma atenção. Significa que existem problemas por resolver a obrigar que seja lembrado.
Neste caso traduz que, relativamente à condição feminina, e isso para mim sim, faz sentido, existem muitos problemas no mundo por resolver.
Se a Declaração dos Direitos do Homem serve para os seres humanos, independentemente de sexos, raças e religiões, que, para mim, é o que devia ser, a verdade é que não é assim. Nesse sentido, o Dia serve para, sobretudo nas sociedades ocidentais, onde, muitas vezes essas questões já estão ultrapassadas, ainda que não na sua totalidade, porque nada é perfeito, e, mesmo numa sociedade como a nossa, existem situações onde os padrões da igualdade não passam de padrões e não são reais.
Mas noutras partes do mundo, com outras culturas e religiões, existem posturas e atitudes que merecem a minha condenação, o meu repúdio e indignação. Nesse sentido, o Dia da Mulher é bom que aconteça.

O que representou para si ser o rosto do Governo Regional durante a primeira semana de recuperação da Madeira?Significou muito trabalho. E, naturalmente, muita tensão emocional, porque era fundamental que houvesse rigor e serenidade, conciliável num curto espaço de tempo, numa situação em que os canais de comunicação tiveram dificuldades. E mesmo que funcionassem, seria sempre difícil, porque custa ver o que gostamos muito ser destruído. Mesmo que não houvesse acidentes pessoais.
Tem as suas dificuldades mas procuramos gerir da melhor maneira. Dei tudo o que melhor podia e sabia. Como disse durante a semana todos tentamos fazer o melhor que para ultrapassar a situação.

Para além da preocupação na recuperação dos estragos do mau tempo de 20 de Fevereiro houve uma outra evidenciada desde a primeira que foi a mensagem a passar para o exterior. Considera que houve uma cobertura adequada dos acontecimentos na Madeira ou exagerados, que culminaram no cancelamento de férias na ilha por parte de alguns turistas?Por exemplo, Tenerife viveu uma situação muito idêntica à nossa recentemente, e a compreensão que os órgãos de comunicação locais e nacionais tiveram dessa tragédia demonstrou uma forma de estar e de compreensão das problemáticas de prismas diferentes em relação que fizeram na Madeira.
Não quero dizer que as coisas tenham de ser escondidas. Agora não têm de ser enaltecidas no seu pior. No nosso caso concreto, sabendo-se da importância que a imagem tem para o sector do turismo, teria de haver por parte da sociedade em geral, porque a comunicação não é mais que emanação desta, uma compreensão da problemática onde se dá notícia do que aconteceu mas onde não se está permanentemente, como ainda se está hoje, a passar as primeiras imagens. Isto é um total despropósito. Não tem nenhuma mais-valia e não resolve problemas de ninguém.
Todos sabemos que quando temos uma ferida, se tocamos dói. Isso vale para as feridas físicas e emocionais. Diria ainda que isso nem ajuda as pessoas que foram mais atingidas pela catástrofe.
Ou seja, quanto mais lhes for lembrado mais dificilmente vão ultrapassar.
Não é bom para ninguém nem a nível particular nem colectivo. Aliás, basta ver a situação de pânico que ainda quinta-feira se viveu quando se falou em chuva. As pessoas têm hoje emoções muito emotivas e pouco racionais.
Isto decorre da forma intensiva, repetida e despropositada, sobretudo por parte das televisões.
A meu ver, deveria dar-se a notícia quando acontecia, mas depois não deveriam ser repetidas porque não se poder explorar a dor dos outros.

Este novo quadro implicará, concerteza, uma reorientação na promoção do destino Madeira...
Naturalmente. Mas devo reconhecer que houve alguma imprensa nomeadamente do sector, que veio à Região ver e descrever a realidade. Devo reconhecer igualmente que existiram algumas televisões que também começaram a dar algum enforque na recuperação e na vontade dos madeirenses recuperarem a sua ilha.

Mas uns fizeram-no depois de ter batido bastante...
… mas pelo menos fizeram. Outros, praticamente não o fizeram.
Devo evidenciar que conseguimos criar um movimento de solidariedade no País que nos irá trazer grandes alegrias a curto prazo.

Momento simbólico de reabilitação da imagem

De que forma?
As mais recentes informações dão conta que o grande propósito de transformar a Festa da Flor num momento simbólico de reabilitação da imagem do destino se vai traduzir num grande momento em termos de ocupação hoteleira.
As informações que disponho indicam que as vendas são excelentes. Estão a organizar grupos de pessoas conhecidas que virão em charter.
Além disto, temos de fazer para o exterior. É isso que estamos a desenvolver. Estamos a tentar colocar em comunhão os nossos esforços junto de todos os interessados. Devo dizer que foi muito grato ver todo o sector a se unir e está a trabalhar hoje com o mesmo objectivo, utilizando até as mesmas ferramentas que estão a ser criadas para os mercados interno e externo. Vamos facultar as matrizes a operadores e hoteleiros. A nossa imagem vai ser entregue às pessoas de forma a poderem utilizar essas bases onde a mensagem será a de que algumas coisas mudaram mas a Madeira continua maravilhosa, com a sua paisagem, a qualidade dos serviços, as pessoas e flores. Será qualquer coisa “Madeira still wonderful” [A Madeira continua maravilhosa].

Mas além deste trabalho haverá um reforço no convite e aceitação de propostas de jornalistas para visitarem o destino?
Vamos. Mas é preciso ter em atenção que os orçamentos não foram alterados. O que estamos a fazer é pegar nos meios disponíveis, e reformatar a nossa intervenção. Um trabalho feito tanto ao nível da Direcção Regional de Turismo como da Associação de Promoção da Madeira.
Pensávamos que poderíamos ter de esperar mais, mas as coisas evoluíram muito bem, e, por isso mesmo, desde ao longo da semana passada que estamos a trabalhar com os operadores e outras pessoas como os jornalistas e agentes de viagens. Podem perfeitamente vir à Madeira para que possam ver e passar o testemunho. Mostrar onde o temporal teve e não teve impacto, e desmistificar as primeiras imagens.


Já vai levar a nova mensagem para Berlim, durante a realização da próxima grande feira de turismo que se realiza por estes dias?
Vamos apresentar na ITB, no dia 11 à tarde. Estamos a procurar levar o maior número de pessoas ligadas ao sector, o que não é fácil porque a feira tem sempre muitos eventos, marcados há imenso tempo. Mas estamos a fazer um grande esforço com o apoio de todos.
Vamos dar a informação do que estamos a fazer em termos de suportes gráficos assim como do spot que vamos fazer para ser divulgado.

Está a ser feito um spot novo na sequência do que aconteceu?
Sim, um spot adequado a esta circusntância. Além disso estamos também a fazer material novo se onde procurou sintonia na mensagem, pese embora, a nível do país, vamos usar muitas figuras públicas que estão, voluntariamente, a dar a sua cara para a campanha das férias na Madeira este ano.

E é para começar quando?
Espero que daqui a um mês as coisas já possam estar cá fora.

Como será a contribuição das figuras públicas nacionais?
Aparecerão VIP que vão passar uma mensagem deste tipo: “Este ano, vou passar férias na Madeira”.

Falou há pouco na Festa da Flor. Tendo em atenção a importância que se revestirá este ano está a ser equacionado algum reforma na sua feitura?
A Festa da Flor deste ano já iria momentos novos, que direi a seu tempo. Naturalmente que agora, vamos fazer o melhor que se conseguir. Não sairá muito do figurino, porque não precisa. Agora vamos incrementar todas as actividades.
Concerteza teremos à volta da Festa da Flor uma série de eventos locais de carácter social, porque virão muitas pessoas em grupo do continente, que irão criar vários momentos de intervenção mediática.

Acredita por isso que o mercado português será o primeiro a reagir?
Tenho a certeza que será o primeiro a reagir.
Gostava que este momento servisse de inspiração para o futuro onde pudesse conseguir este movimento conjunto para muitas das tarefas que são necessárias realizar.

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