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Timóeto diz que a Madeira é santuário para o turismo nacional


A Halcon Viagens está a completar 10 anos com operação contínua para a Região Autónoma da Madeira. Desde 1999, até o corrente ano, a rede de agências de viagens liderada em Portugal pelo madeirense Timóteo Gonçalves conseguiu canalizar para a Madeira e para o Porto Santo cerca de 100 mil turistas nacionais, o que traduz uma média de 10 mil por ano e passageiros nacionais todos os dias.

São números que deixam Timóteo Gonçalves satisfeito, mas não o suficiente para baixar os braços porque está ciente que estamos perante uma conjuntura económica desfavorável onde há necessidade de navegar sem piloto automático para poder reajustar constantemente a rota. Um dos exemplos desta realidade aconteceu recentemente com a suspensão de um voo charter que tinha do Porto para o Porto Santo.
Com pouca procura no norte, optou por derivar a operação para Lisboa e redefinir o destino para a Madeira.
Timóteo Gonçalves diz que o Porto Santo, concretamente o mês de Agosto, está a praticar preços (que não quer classificar se são altos ou baixos) que não se encaixam nos valores que a crise permite suportar. Sublinha que ultrapassam as possibilidades médias das famílias portugueses.
No plano inverso, diz que as promoções oferecidas pela Madeira têm possibilitado o crescimento dos fluxos de Lisboa para a ilha.
O director-geral da Halcon Viagens acrescenta, a propósito, que a Madeira está a ser um santuário para os clientes que estavam a pensar ir para as ilhas espanholas. Refere que a gripe A e as bombas contribuem decisivamente para que optem pelos pacotes atractivos que o destino Madeira proporciona.
Contudo, deita água na fervura para quem possa pensar em vitórias. Isto porque, vinca muito bem, “não estamos numa altura para tirar ilações, conclusões ou fazer balanços”. Ao invés, sublinha que há que “aguentar firme” porque “estamos a falar de sobrevivência onde todos estão a tentar sair com o menor número de feridas possível”.

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