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Funchal sem mais protocolos previstos a curto prazo

Gibraltar foi a última geminação
(foto: Pixabay)
O vice-presidente da Câmara Municipal do Funchal revelou que não estão previstos novos protocolos de geminação com qualquer cidade do mundo. Não porque não existam interessadas mas pelo que diz ser uma atitude de algum cuidado no sentido de não os fazer por fazer, mas antes porque tenham algum sentido. Sentido como aconteceu com os dois últimos, com a geminação com a cidade de St. Helier, em Jersey, pela ligação que existe em termos de comunidade madeirense que ali trabalha, e, Gibraltar, já este ano, pelos laços históricos resultantes do refúgio dos gibraltinos na Madeira durante a segunda guerra mundial.

Bruno Pereira sublinha que não faltam propostas de cidades para estabelecer protocolos. Diz mesmo que existem muitos pedidos e contactos estabelecidos com esse propósito, mas adianta que a edilidade tem deixado os processos em “banho-maria”, acabando uma parte por auto-excluir-se da lista. Contudo, não descuram o estudo, sem pressas, e a análise das possibilidades de estabelecer formas de colaboração que, um dia, possam evoluir, possivelmente, para um protocolo de geminação.

Como funcionam protocolos com as 13 cidades

O edil refere que não existe um guião a estipular o que cada cidade tem de cumprir quando estabelece uma pareceria com este teor, pelo que admite que acaba por ficar um pouco dependente das acções de cada cidade, e mais concretamente de cada município. Com a particularidade de terem de suportar as despesas inerentes. E, em tempo de “vacas magras”, a questão coloca-se com maior acuidade.
Em relação aos protocolos já estabelecidos, que são 13, o vice-presidente do município realça que aquele que funciona melhor é o da cidade de Leichlingen, na Alemanha, estabelecido em 1996. Ele próprio, recorda, começou com alguma familiaridade e cooperação entre as duas cidades, que acabou por evoluir para a geminação.
Com a cidade germânica Bruno Pereira frisa que existe um forte intercâmbio.
Por exemplo, refere que há um acordo de cooperação entre a Escola Secundária Francisco Franco e a Escola de Leichlingen, que se traduz no envio de alguns alunos de um estabelecimento para o outro num ano, e, o inverso no ano seguinte.
Um processo que diz ser facilitado em virtude de existirem verbas comunitárias para esse efeito, uma espécie de bolsa de estudo.
O protocolo com St. Helier, na ilha do Canal de Jersey, também funciona, segundo as suas palavras, com visitas recíprocas frequentes.
Fora do continente europeu, aponta o protocolo com a cidade da Praia, na ilha de Santiago, em Cabo Verde, onde sublinha a existência de uma situação de amizade estabilizada. Neste âmbito, recorda o convite e aceite ao presidente da Câmara Municipal do Funchal para participar nos festejos de aniversário da cidade. E, noutro plano, diz que têm vindo ao Funchal vereadores cabo-verdianos com om intuito de assimilarem conhecimentos e procedimentos.
Mais a sul, Bruno Pereira admite algum intercâmbio com Cape Town, ou Cidade do Cabo, na África do Sul.

Cidades mais longínquas com menos intercâmbios

De resto, no que respeita às demais cidades com as quais a capital da Madeira tem estabelecidos protocolos de geminação, há um contacto mais escasso, porque o contrário comporta muitos custos. Incluem-se nestes casos as longínquas cidades australianas de Marrickville e Fremantle, a de Santos, no Brasil, as norte-americanas de Oakland, Honolulu, New Bedford e Maui (no Havai), a cidade de Livingstone, na Zâmbia e a ciadde de Herzliya, em Israel.
Pelo que podemos analisar durante a recolha de dados para fazer este trabalho, embora admitamos que possam existir excepções, e talvez não tenhamos encontrado os links mais adequados, a verdade é que, ao contrário da Câmara Municipal do Funchal, que tem na sua página oficial na internet uma extensa descrição dos protocolos de geminação assim como uma grande informação das cidades “amigas”, não encontramos o mesmo nas cidades geminadas com o Funchal.

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