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Protocolo de intenções para o Colombo's

O empreendimento Colombo's Resort, no Porto Santo
(foto: Paulo Camacho)
O Governo Regional da Madeira anunciou segunda-feira a aprovação do texto do protocolo de entendimento destinado à viabilização da conclusão do empreendimento turístico “Colombo's Resort”, no Porto Santo. Ontem assinou o protocolo.
Conceição Estudante, secretária regional do Turismo e Transportes e o vice-presidente da Câmara Municipal do Porto Santo, foram duas das personalidades que em representação das entidades públicas que representam, e envolvidas no processo, assinaram o protocolo de entendimento, juntamente com representantes do Estado, do millenium BCP, do Banif e da construtora Casais.
O empreendimento “Colombo’s Resort”, até então, promovido e desenvolvido pela Sociedade Imobiliária e Turística do Campo de Baixo, passa agora para uma nova sociedade composta pelas partes envolvidas no protocolo.
O empreendimento de luxo, cujo custo estava orçado em 200 milhões de euros, encontra-se a braços com diversas dívidas, orçados em cerca de 160 milhões de euros.
Sílvio Santos, Joaquim Coimbra e Goes Ferreira são três dos sócios mais conhecidos que até agora vinham a liderar o projecto que parou devido à falta de capital.
Admite-se que este protocolo possibilite o início da actividade turística até o Verão de 2010 naquele empreendimento.

Protocolo sujeito a verificações

A secretária regional do Turismo e Transportes disse que o memorando assinado ontem “é um protocolo de intenções” que “está ainda sujeito à verificação de uma série de pressupostos que se têm que vir a concretizar”, para que se venha a “viabilizar efectivamente”, e depois de “todos os procedimentos necessários”, a “constituição de uma nova sociedade que possa vir a desenvolver o empreendimento Colombo’s Resort, ou pelo menos parte dele”.
Conceição Estudante, lembra que a primeira reunião que desencadeou este protocolo efectuou-se no seu gabinete em Dezembro de 2008, para que “uma plataforma de entendimento sobre as condições necessárias” fosse encontrada “com os credores e com as instituições públicas”, apesar do facto, de que as “situações que surgiram” nada terem a ver com entidades públicas. A governante está convicta de que, e novamente, existem “condições efectivas” para o continuar do empreendimento, contudo, alerta que “não podemos pôr dinheiros públicos sem que estejam verificadas as garantias que de facto a nossa intervenção, que na minha opinião corresponde a uma escolha de um mal menor, viabilize o empreendimento e permita que o Porto Santo continue com o desenvolvimento que lhe está aberto e que têm potencial para concretizar”.
A “cerimónia” ontem realizada “é um primeiro passo”, mas Conceição Estudante espera que “de facto esta cerimónia formal seja mais do que isso, que não seja apenas um acto com características de visibilidade pública, promocional e eleitoralista”. A governante, espera sim, que as intenções tenham “de facto o desenvolvimento que todos desejamos para que o Porto Santo possa a breve trecho ter uma obra acabada e um estabelecimento hoteleiro a funcionar”.

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