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Nunca como agora os empresários percisaram do Estado

Bernardo Trindade, secretário de Estado do Turismo, que ontem esteve no Funchal, reconhece que nunca como agora os empresários e as empresas precisaram tanto do Estado.
Neste âmbito, explica que os directores do turismo de Portugal (França, Escandinávia, Alemanha, Irlanda, Reino Unido, Espanha e Holanda), que ontem fizeram cerca de 100 entrevistas a representantes do trade na região, estão no terreno e procuram perceber as dificuldades que as empresas enfrentam. E, depois, no regresso tratam a informação para que o “objectivo comum seja prosseguido: que todas as regiões turísticas tenham mais turistas para criar mais riqueza e manter o emprego”.
Realça que os directores do turismo, ao contrário de antigamente, quando os contactos se faziam quase exclusivamente nas feiras, têm um papel importante de abrir portas que “é, no essencial, o que procuramos”.
Não obstante, o governante sublinha que o Governo tem trabalhado sempre com este propósito. “Trabalhar directamente com operadores e companhias aéreas, partilhando o risco. Por cada euro investido por nós, um euro investido pelas companhias e operadores”.

O mercado inglês está na expectativa

Em relação ao encontro que decorreu durante todo o dia no hotel CS Madeira, recorda que o objectivo é que as empresas possam ter contacto com os diferentes directores do turismo de Portugal. “Foi com esse propósito que foram criados pela sua especificidade. Têm que ter um tratamento que permita uma grande proximidade, principalmente neste momento difícil em que vivemos”, acrescentou.
Depois de estarem quarta-feira no Algarve e de hoje se encontrarem com os empresários de Lisboa, os directores de turismo têm agendadas mais reuniões na próxima semana nas demais regiões turísticas nacionais.
Miguel Perestrello, coordenador da equipa de turismo no Reino Unido, disse que o mercado inglês está na expectativa acerca do que vai acontecer com a libra que afecta o poder de compra dos britânicos. Neste domínio refere que se assiste a um aproveitamento para a compra mais tardia e afasta a ideia de que estão a viajar mais para destinos de fora da Zona euro.
Quanto ao que ouviu dos empresários na Madeira, reconhece que têm surgido elogios pela aproximação ao tecido empresarial que “é fundamental e profícua, não só para os empresários como para nós que estamos no mercado”.

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