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João Welsh considera taxas não determinantes na qualidade

João Welsh disse ontem não compreender como é que o destino Madeira, que se pretende de qualidade, dependa muito da redução das taxas aeroportuária, que, segundo disse, se traduzem em cerca de quatro a cinco euros por dia num pacote de férias.

Ao falar como moderador no terceiro e último painel da III Conferência Anual do Turismo, o delegado na Madeira da APAVT deixou bem claro que existem diferenças entre promover um destino e promover rotas. Acerca destes dois enumerou uma série de diferenças. Acerca do último retivemos que no mundo dos negócios as empresas têm vida vida própria. Ou seja, os canais como as transportadoras e os operadores turísticos têm vida própria e são “interesseiros” pelo que vendem o que lhes é mais rentável e não por amor ao destino A, B ou C.
E, nesta onda de críticas, onde, de certa forma, colocou em questão algumas construções que, em seu entender, são factores que contribuem para afastar os clientes, fez uma busca para tentar dizer, através de preços de hotéis, que poderá não haver tanta qualidade como se diz no Turismo da Madeira. Pegou em hotéis de cinco estrelas de destinos da bacia do Mediterrâneo, com valores a atingirem os 600, 700 e mil e tal euros, para encontrar em dois hotéis de cinco estrelas na Madeira um preço de 250 euros e 289 euros. Isto para o Verão.
António Trindade, presidente do grupo Porto Bay, que, entre a sua oferta na Madeira, tem um cinco estrelas, não gostou e disse que são os operadores a pressionar e a não deixarem que os hoteleiros possam subir os seus preços.

Vitor Neto

Quanto aos dois oradores do painel, Vitor Neto, ex-secretário de Estado do Turismo, e porque se falava acerca da dinâmica das novas rotas, disse que quando surgem propostas “temos de ir a jogo”. Evidenciou que temos de saber trabalhar com todos os intervenientes no negócio, sejam as companhias tradicionais, as low cost e os operadores, que estão a mudar o seu modelo de negócio.
Mais acrescentou que para serem competitivos, temos de consciência da nossa dimensão, a localização e capacitação de negócio, ter consciência da força da concorrência e ter consciência de uma nova geração de turistas.

José Poças Esteves (SaeR)

O segundo orador foi José Poças Esteves, sócio-gerente da SaeR - Sociedade de avaliação estratégica e risco evidenviou que os agentes económicos da Madeira têm de fazer um esforço conjunto para trazer turistas. Primeiro a cooperação e depois a concorrência, sublinha.
Por outro lado, disse ser importante saber onde está a procura, porque diz ser ela que determina a oferta no quadro de globalização competitiva em que vivemos.

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