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Os últimos suspiros do Savoy

Teresa Spínola, que explorava um cabeleireiro no Savoy saiu triste do hotel onde tinha o negócio há muitos anos. Pelo que lhe foi dado saber, considera que o se passou no hotel não terá sido feito da forma mais correcta. Diz não saber em que irá dar. Além disso, refere que faz uma dor no coração ver pessoas que trabalham no hotel há muitos anos e a “forma como estão a sair”. Por outro lado, não quis deixar de dizer que o hotel “é tão lindo que o deveríamos presevra”.
A partir das 14.30 horas, o hotel barrou os acessos. Tanto da entrada principal como das demais. Uma empresa de segurança zelava pelo cumprimento das regras onde apenas eram a excepção os últimos turistas que ontem deixaram o hotel. Nem mesmo os que estão hospedados no Royal Savoy e que já estavam habituados a entrar pelo Savoy clássico e que, depois de o atravessarem e aos frondosos jardins, chegam ao seu hotel implantado junto ao mar.
Mesmo assim, alguns não se conformavam com as directrizes dos seguranças e com a obrigação de terem de percorrer outro caminho.
Na lista dos que ficaram à porta, além dos jornalistas, vimos alguns carros de empresas que deparavam com as barreiras de ferro à entrada. Curiosamente, um deles ia receber pagamentos. Mas teve de voltar para trás.
A administração do grupo Siet Savoy reconhece que a decisão de encerrar o Savoy é uma decisão difícil. Mas sublinha que já algum tempo se adivinhava inevitável.
Refere que questões de ordem técnica e estrutural do edifício, muitas delas relacionadas com as diferentes técnicas de construção que o integram, inviabilizam uma adequada e sustentada remodelação do edifício actual, “tornando incontornável a sua futura demolição”.
O grupo hoteleiro diz que a conjuntura e a maior oferta de qualidade no destino Madeira, e a redução na procura pelo Savoy, “tornou economicamente inevitável a manutenção da sua actividade e precipitou a decisão de encerramento”.

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