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Petróleo e conjuntura escondem ganho da companhia TAP

A TAP fechou 2008 com um resultado líquido negativo de 209 milhões de euros, que se traduzem numa acentuada descida em relação ao anterior, quando tinha alcançado uns positivos 54 milhões de euros. Feitas as contas, a companhia de bandeira nacional registou um resultado líquido inferior em 263 milhões de euros, comparativamente a 2007.

Razões desta quebra? Fernando Pinto, presidente da transportadora apontou ontem basicamente duas: o aumento acentuado do combustível e o efeito da redução do mercado.
Em relação ao primeiro, a TAP gastou em 2008 703 milhões de euros, que representarm mais 282 milhões de euros sobre os 421 milhões de euros de 2007. Deste montante, 62 milhões representam um aumento no consumo dos aviões e 220 milhões de euros deveram-se ao aumento do preço.
Quanto ao segundo item apontado para o agravamento das contas, Fernando Pinto refer que, em condições normais, a companhia poderia vender entre +3 a 4 por cento, que representariam mais 55 a 75 milhões de euros.
Desta forma, embora os resultados negativos sejam reais, independentemente da sua origem, se fizermos as contas, ainda que apenas por curiosidade, verificamos que se adicionarmos os 220 milhões de euros que traduzem o aumento de então do petróleo assim como o mínimo de 3% (55 milhões de euros) como efeito da retracção do mercado, verificamos que, ao subtrairmos com o total de 275 milhões de euros o resultado líquido de -263 milhões de euros verificado em 2008, a transportadora passaria para o outro lado da barreira e apresentava 12 milhões de euros positivos.
No fundo, se observarmos os resultados, em detalhe, verificamos que os números negativos poderão esconder boas perfomances num período conturbado da economia nacional e internacional.
Assim, os proveitos operacionais revelam um aumento de 245 milhões de euros. Passam de 1.916 milhões de euros em 2007 para 2.161 milhões de euros em 2008.
O mesmo aconteceu com as passagens, que evoluem de 1.597 milhões de euros para 1.816 milhões de euros e igualmente na carga (passa de 99 milhões de euros para 116 milhões de euros) e na manutenção e engenharia, com assistência a terceiros (passa de 128 milhões de euros para 139 milhões de euros).

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