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Estudante prevê 70% de ocupação em Maio

A secretária regional do Turismo e Transportes, Conceição Estudante, revelou hoje que a taxa de ocupação turística prevista para Maio é de 70 por cento, 14 pontos percentuais acima da verificada em igual mês do ano anterior.

“Uma sondagem elaborada por esta secretaria à situação de reservas já efectuadas para a hotelaria regional apontam para uma taxa de 70 por cento de ocupação já no próximo mês de Maio, taxa essa superior à registada em 2008 no mesmo período que foi cerca de 66 por cento", adiantou Conceição Estudante.
A responsável acrescentou que "nos próximos seis meses as reservas efectuadas apontam taxas de ocupação da ordem dos 50 por cento”, sem contar com as reservas de última hora.
Estes dados foram divulgados pela responsável do turismo regional na interpelação solicitada pelo PS-M na Assembleia Legislativa sobre a situação do turismo na Madeira.
Carlos Pereira, deputado do partido que requereu a interpelação (PS-M), indicou que em Janeiro e Fevereiro deste ano a entrada de hóspedes desceu 11,9 por cento e 15,3 por cento respectivamente; as dormidas menos 10,6 por cento e 28,1 por cento respectivamente, os proveitos totais menos 14,7 por cento (menos 2,8 milhões de euros) e menos 28,1 por cento (menos 5,8 milhões de euros) e o Rev Par - receita média por quarto disponível - menos 18 por cento (24,11 euros) e menos 28,8 por cento (23,57 euros) respectivamente.
Conceição Estudante salientou que o sector não pode ser avaliado apenas pelos três primeiros meses do ano, dois dos quais são tradicionalmente baixos (Janeiro e Fevereiro), e que os decréscimos verificados dizem respeito às crises nos mercados emissores designadamente Reino Unido e Alemanha.
A secretária regional do Turismo referiu haver sinais da retoma turística da Madeira, mas admitiu que “o ano poderá não ser de crescimento turístico para a Região”.
“Os sinais de retoma existem, o ano poderá não ser, todavia, de crescimento mas nem todos os anos são de crescimento num sector que ao longo dos tempos já enfrentou situações desfavoráveis e soube ultrapassar”, disse.
“Efectivamente no primeiro trimestre de 2009, ainda que numa situação económica estável os dois primeiros meses do ano sejam sempre os mais fracos do ano turístico, a conjuntura internacional em nada foi favorável ao sector turístico regional”, reconheceu.

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