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Respostas dos operadores à crise

Numa análise aos mercados emissores feito pelo Turismo de Portugal verificamos diferentes comportamentos para uma mesma conjuntura. Por exemplo, a TUI Travel, no Reino Unido, aconselha os agentes do sector a não fazerem promoção contra os destinos europeus devido à depreciação da libra, uma vez que existem muitas oportunidades e com excelentes preços nestes destinos.
Verificamos ainda que os principais operadores turísticos alemães registaram uma descida média de 13,5% nas reservas durante o mês de Janeiro, pelo que estão a tomar medidas comerciais, tais como promoções e novas políticas de descontos, visando incentivar as vendas.
Outro dado revela que as reservas do operador turístico Thomas Cook para o Verão de 2009 estão 11% abaixo do registado em 2008, embora com um aumento do preço de 9%. De referir que o operador já vendeu 43% da capacidade em Inglaterra para a época de Verão.
Por outro lado, a associação alemã de agências de viagens afirma que os "packages" para famílias têm registado um declínio nos últimos anos. No entanto, regista-se um crescimento deste segmento nos destinos domésticos. Em 2008 a Alemanha foi o 3º destino mais preferido pelas famílias alemães (8%), após a Espanha (22%) e a Turquia (17%).

Na Suécia, o operador turístico Solresor anunciou que irá aumentar a oferta de pacotes de "Sol & Mar" combinados com outras motivações temáticas: Cultura, História, Gastronomia, Saúde, devido à crescente procura verificada nestes produtos.
Ainda por aquelas bandas, na Escandinávia, a Seat 24, especialista na venda de bilhetes de avião, introduziu a oferta de pacotes turísticos decorrente de um estudo onde conclui que, apesar da crise, 92% dos inquiridos suecos irá viajar, 49% dos quais dentro dos mesmos padrões do ano passado. No entanto, 22% terá um orçamento mais reduzido e 21% irá voar menos vezes.
Finalmente, segundo um estudo desenvolvido pela agência de notícias sueca TT, os países europeus estão fora da lista de destinos preferidos dos turistas suecos devido à depreciação da moeda (SEK), planeando viajar para destinos domésticos ou para fora da União Europeia para destinos como a Turquia e o Egipto.

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