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Carlos Martins diz que quis fazer o hotel perfeito

O director-geral do hotel Meliã Madeira Mare considera que ter feito nascer uma nova unidade de cinco estrelas no Funchal é quase o culminar de uma carreira que começou há cerca de 28 anos. Uma oportunidade de pôr em prática tudo o que aprendeu ao longo da sua vida profissional nas unidades e grupos por onde passou, assim como o “feed-back” que recebeu dos clientes. “Na minha óptica, tentei que este fosse o hotel perfeito. Sei que ainda não o é, mas sê-lo-á com o tempo”, sublinha Carlos Martins.
Não obstante, realça que, se tivesse oportunidade de estar ligado a mais um projecto desta natureza, concerteza iria melhorar ainda mais.

Em relação à implementação da nova unidade e de um novo grupo hoteleiro na Madeira, o director-geral diz que está a correr muito bem. Mais acrescenta que há a ideia do Grupo Hotti em investir na Madeira através de outra marca própria e não de qualquer marca do grupo espanhol Sol Meliá.
Para já fica por esta unidade, que ontem, além do acto inaugural, que acontece quatro meses depois da abertura em “soft opening” há cerca de quatro meses, passou a dispôr de um Spa com a marca Malo. Falta agora a clínica Malo, que Carlos Martins considera vir a ser o grande elemento diferenciador em relação aos demais cinco estrelas da Madeira.
No que toca a eventuais vantagens por ter a força de um grupo como o espanhol Sol Meliá por trás para o incremento da vendas não esconde que pensava que iria potenciar mais. Contudo, reconhece que os primeiros meses de abertura da unidade coincindiram com uma conjuntura internacional desfavorável que afectou, na generalidade, a actividade do grupo. Pelo que admite que a unidade da Madeira não iria ser excepção.

Reconhece, no entanto, que o grupo tem uma carteira de clientes frequentes, através do cartão de fidelidade que representam cerca de 10 por cento da ocupação do hotel.
Além disso, considera que, a partir do momento em que a economia estabilize, a central de vendas do grupo, em Palma de Maiorca, nas ilhas Baleares, permitirá que as vendas conheçam um incremento. E já vislumbra sinais, com indicadores favoráveis como alguma recuperação das bolsas e mensagens de optimismo internacional.
Quanto ao facto de haver vantagem para potenciar a vinda do cliente espanhol diz que isso que vai acontecer. Refere que o cliente do país vizinho, sabendo da existência de um Meliã na Madeira irá escolhê-lo porque já conhece e confia na marca.
Além disso, acentua que as agências de viagens espanholas têm procurado a unidade para o Verão sabendo desta realidade.

No meio desta facilidade Carlos Martins encontra um facto que poderá constituir “um dos grandes entraves para a vinda de mais espanhóis para a Madeira”: as ligações aéreas.
A juntar à tarefa de afirmação de uma nova unidade na Madeira, Carlos Martins passou a ter outras mais desde de Janeiro, ao assumir funções de administrador no grupo Hotti, com a função de director de operações, a implicar algum esforço pessoal, principalmente a nível familiar. Diz que está entre sete e 14 dias por mês ausente da Madeira e da família, onde sempre encontrou um “porto de abrigo”.
Contudo, diz que foi mais uma oportunidade que surgiu na vida, que não poderia deixar de agarrar.
Em jeito de remate, Carlos Martins não quis deixar de referir-se à reunião da Associação de Directores de Hotéis que irá decorrer na próxima semana no Funchal.
Sem presidente, o hoteleiro sublinha que é preciso haver uma grande união da classe, não só para eleger rapidamente um novo líder, como para fortalecer a estrutura associactiva, principalmente numa altura em diz assistir-se a algum desvirtuamente da profissão, com pessoas a ocuparem cargos de direcção sem estarem preparadas, muitas vezes, por serem empreendimentos familiares.

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