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easyJet começa a cortar

A easyJet, maior low cost a operar em Portugal, com voos para Lisboa, Porto, Faro e Funchal, também já entrou em redução de capacidade, tendo retirado do mercado em Janeiro cerca de 85 mil lugares, o que associado a um aumento em 2,8% do número de bilhetes vendidos lhe deu um ganho de 3,7 pontos na taxa de ocupação, para 75,7%.
A low cost indicou ontem que em Janeiro passado vendeu 2,839 milhões de bilhetes (que apresenta como passageiros transportados, uma vez que não admite reembolsos ou mudanças de voos em caso de não comparência dos clientes), mais 2,8% ou mais cerca de 78 mil que no primeiro mês de 2008.

Este crescimento, embora modesto para os padrões da low cost, que no ano passado teve um aumento médio do número de passageiros em 16,6%, com +7,3% no mês de Janeiro, contrasta ainda assim com o panorama geral da aviação comercial, que é de queda da procura, pela recessão económica nas maiores economias mundiais.
Além disso, e porque associado a uma redução de capacidade, o crescimento impulsionou a easyJet para uma subida da taxa de ocupação, que é um dos indicadores para o qual a IATA tem chamado a atenção, observando, designadamente, que as companhias aéreas não estão a ser capazes de eliminar capacidade à mesma velocidade com que a procura está a cair.

Os dados da easyJet para os últimos meses mostram que a low cost tem conseguido desde Junho de 2008 mantido aumentos homólogos sucessivos da taxa de ocupação, especialmente acentuados (acima de três pontos) no final do ano.
Em Novembro a easyJet melhorou a taxa de ocupação em 3,1 pontos e em Dezembro subiu 3,3 pontos, embora tenham sido os meses em que teve menores crescimentos homólogos da procura, precisamente pelos ajustamentos de capacidade.

A easyJet passou de aumentos de capacidade a dois dígitos até Outubro (16,4% neste mês), para uma ligeira redução em Novembro (-0,4%) e um ligeiro aumento (+2,9%) em Dezembro, que inclui o “pico” de tráfego do Natal e Ano Novo.
A evolução no mês passado mostra que a easyJet se mantém nessa linha de gestão da capacidade, que tem como efeito que em Janeiro ficou com menos cerca de 162 mil lugares vazios que no mês homólogo de 2007, baixando para cerca de 911 mil.
Os dados do Aeroporto de Lisboa a que o PressTUR teve acesso indicam que a easyJet, até Dezembro, não tinha feito reduções de voos para a capital portuguesa, mas já era evidente um abrandamento do crescimento.

No final de Setembro, a easyJet Airlines tinha um aumento em 115,1% do número de voos de e para Lisboa, somando 4.983 movimentos (aterragens e descolagens), que mais do que compensava o decréscimo por parte da easyJet Switzerland, em 15,1%, para 1.390.
Em Novembro, porém, o aumento do número de voos da easyJet de e para Lisboa ficava-se por 14,2% e a descida da easyJet Switzerland atenuava-se para 8,3%.
Em Dezembro, quando o aeroporto começou a apresentar apenas a soma das duas companhias, a easyJet tinha um aumento médio do número de voos em 6,6% e no ano de ficava com um média de 46,9%, para 8.446.

Os dados anualizados da easyJet (Fevereiro de 2008 a Janeiro de 2009, inclusive, face a Fevereiro de 2007 a Janeiro de 2008, inclusive) indicam um crescimento médio do número de lugares vendidos em 16,2%, o que equivale a um aumento em 6,2 milhões, para 44,66 milhões.
A taxa de ocupação neste período sobe 1,8 pontos, para 84,9%, mais 1,8 pontos, o que indica que o aumento de capacidade é de 13,8% (mais cerca d 6,36 milhões de lugares, para 52,6 milhões.
O aumento do número de lugares vendidos equivale, assim, a 98% do aumento da capacidade e o número de lugares vazios sobe apenas 1,7%, para aproximadamente 7,9 milhões.

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