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Trindade justifica descida no Turismo

Parte da quebra da actividade turística em Novembro de 2008 é justificada pela comparação com 2007, um ano "excepcional" para o sector devido à presidência portuguesa da União Europeia (UE), afirmou hoje o secretário de Estado do Turismo, Bernardo Trindade.
"Estamos a comparar 2007 que foi um ano excepcional. Em Novembro de 2007, que foi o penúltimo da presidência portuguesa da UE houve um conjunto de iniciativas em Lisboa que não se repetiram em 2008. Por isso, é que Lisboa foi a que mais caiu", disse à agência Lusa Bernardo Trindade.
Pelo contrário, frisou o secretário de Estado do Turismo, os proveitos do Algarve aumentaram 1,4 por cento, devido à estratégia de parceria entre o Turismo de Portugal, a ANA-Aeroportos de Portugal e as agências regionais de promoção turística para captar e promover novas rotas aéreas de interesse turístico.

Bernardo Trindade sublinhou entre as novas rotas para o Aeroporto de Faro as de - East Midlands, Liverpool, Glasgow e Dusseldorf - com 10 frequências semanais, salientando o seu contributo para a evolução dos proveitos no Algarve.
"Isto significa que as medidas que o governo está a tomar com os operadores e as parcerias aéreas estão a ter um efeito positivo na indústria do turismo", disse Bernardo Trindade.

Quanto à Madeira, que registou pela primeira vez em Novembro, desde o início do ano, um decréscimo nas dormidas devido à quebra do mercado britânico em 17,9 por cento, o responsável não apontou razões específicas para a situação, mas espera que seja "a região que mais crescerá no ano de 2008", devido à abertura da nova rota da low-cost britânica Easy Jet Lisboa-Funchal.
Quanto à quebra nas dormidas dos principais mercados emissores, Bernardo Trindade afirmou estar "claramente" relacionadas com a crise e como consequência com a menor disponibilidade para viajar.
"Mas estamos a fazer tudo para inverter esta tendência", disse Berbardo Trindade.

A hotelaria registou em Novembro de 2008 uma quebra de 9,2 por cento nas dormidas e os proveitos totais desceram 10,7 por cento para 105,8 milhões de euros, segundo os dados hoje divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
À excepção do mercado alemão, que se manteve estável, os espanhóis registaram uma quebra nas dormidas de 29,1 por cento, o britânico de 11,4 por cento, o francês de 10,2 por cento e o holandês de 5,1 por cento.

Na distribuição regional de dormidas, apenas as regiões dos Açores e do Centro registaram crescimentos homólogos de 4,6 e 3,1 por cento, respectivamente.
A região de Lisboa desceu 20,3 por cento, a Madeira 11,2 por cento, o Norte 8,4 por cento, o Alentejo 5,5 por cento e o Algarve 2,9 por cento.
A região de Lisboa foi fortemente afectada pela quebra dos seus principais mercados emissores, particularmente o italiano que caiu 47,7 por cento, o espanhol que caiu 39,2 por cento e o britânico que desceu 30 por cento.

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