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Francisco Santos: As opções são o emprego ou a falência e o desemprego

Como vê a ACIF a contratação colectiva de trabalho num ano que se antevê difícil?
A ACIF tem tido um grande cuidado na abordagem desta matéria. Consideramos que a relação dos empregadores com os sindicatos deve ter a percepção exacta do que está em causa. Neste momento, a balança tem dois pratos. Num está a salvaguarda do emprego; no outro, a falência e o desemprego.

Isso traduz um apelo ao bom senso dos sindicatos...
Exactamente. É isso que temos feito em sede de negociação e é o que vamos continuar a fazer. Este ano é um ano de opções entre os dois pratos da balança.
Reconheço que este discurso é difícil quando se assiste ao maior aumento nos últimos anos no funcionalismo público.

Faz algum sentido algumas críticas de empresários que dizem estar os últimos apoios públicos às empresas a afastar as que têm as contas mais débeis? Há que, realmente, salvar as que têm potencial?
A questão é um pouco essa. As empresas têm de demonstrar pelo seu histórico e projectos capacidade para demonstrarem que merecem uma aposta de terceiros. É um pouco a lógica de Darwin: sobrevivem os que têm capacidade de se adaptar e com mais capacidades técnicas.

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