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Abertura do Congresso: APAVT quer governo actuante no domínio fiscal

(por Paulo Camacho)


João Passos
O presidente da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo apelou ontem a Bernardo Trindade, secretário de Estado do Turismo, que o Governo central desenvolva acções concretas a nível fiscal, na promoção e no domínio regulador. As palavras foram proferidas na cerimónia de abertura do 34º Congresso da APAVT, que começou em Macau.

por Paulo Camacho

João Passou acentuou que a Associação não apela à concessão de subsídios mas sim que o Governo central tenda, no domínio fiscal, a desenvolver políticas fiscais anti-cíclicas e a uma revisão profunda do regime do IVA aplicável às agências de viagens, para permitir que as nossas empresas estejam em pé de igualdade com os seus mais directos competidores estrangeiros.
Bernardo Trindade
E, no domínio da promoção, sensibilizou o governante para a necessidade de um reforço do investimento continuado em promoção nos mercados tradicionais e aposta clara em mercados alternativos e para uma maior coordenação das diversas entidades envolvidas na promoção turística.
Finalmente, disse ser importante haver uma maior eficácia na função reguladora do Estado, de modo a evitar o que acentua ser concorrência desleal entre empresas com a consequente desqualificação da actividade.
Outro ponto do seu discurso passou pelo transporte aéreo. Recordou que as companhias aéreas, na sua busca incessante pela redução de custos, têm centrado esforços em cortar as despesas com a distribuição do seu produto através do canal tradicional, que são as agências de viagens.
Neste sentido, embora tivesse admitido que o actual modelo de relacionamento é objectivamente bom para todas as partes, apontou o caso dos Estados Unidos da América que foi pioneiro nesta política de cortes e que, segundo sublinhou, “estão neste momento a repensar o seu posicionamento no sentido de retomar o anterior modelo, incentivando, cada vez mais, os esforços desenvolvidos por este canal na venda dos seus produtos”.

Bernardo Trindade:
balanço asiático


Pela parte do secretário de Estado do Turismo, Bernardo Trindade, centrou o seu discurso no resumo do seu périplo pelos países asiáticos e nos benefícios que daí pode resultar para o mercado português.
Mais referiu o governante que 2008 foi o ano de consolidação da reforma e reorganização dos principais pilares do Turismo em Portugal e que foi também o ano de implementação dos novos quadros legais de todas as actividades turísticas, como seja nas agências de viagens e nos empreendimentos turísticos.
Bernardo Trindade sensibilizou ainda os cerca de 500 presentes na Torre de Macau que é decisivo o papel dos operadores turísticos e dos agentes de viagens na construção e oferta de pacotes atractivos e competitivos. Neste âmbito, disse que a própria oferta terá que encontrar formas de adaptação e procurar soluções inovadoras que lhe permitam manter a sua competitividade.
Ou seja, considera que compete às empresas ajustar o modelo de negócio e adaptar a oferta às vicissitudes da procura, e, ao Governo, criar as condições para um ambiente favorável ao crescimento e fortalecimento das empresas, que diz estar a ser feito.
Em jeito de remate disse ainda que Portugal precisa de empresas fortes e financeiramente sólidas para responder aos desafios que se adivinham. Contudo, admitiu que o Turismo português, na sólida parceria que tem vindo a construir entre Estado e sector empresarial, ultrapassará com sucesso o período de turbulência que atravessamos.














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