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João Passos antevê 9 meses difíceis em 2009

(foto APAVT)


Que balanço faz de 2008 em relação às agências de viagens? Nas viagens de lazer, a operação vai ficar um pouco aquém do que era esperado. É capaz de haver um decréscimo na actividade em relação ao ano passado. Um decréscimo que não atingirá, de forma alguma, os dois dígitos, e que resulta do seu enquadramento da crise que está instalada em todo o lado.

Em relação ao corporate, as viagens de negócio, as agências de viagens que trabalham nesta área devem fechar o ano com um ligeiro aumento.

No cômpito geral, admito que as agências deverão ter um comportamento semelhante ao ano passado, o que é um bom sinal, se olharmos à nossa volta.
Como antevê o próximo ano? Presumo que nos primeiros nove meses terá que haver contenção, grande rigor nos custos, uma procura incessante de novas oportunidades e diversificar mercados, sobretudo para quem trabalha no incomming [vinda de turistas], porque, como se sabe, a Europa não está bem.

Temos de considerar que os nossos mercados tradicionais estão bem piores que Portugal pelo que há que adequar a oferta à procura.

Depois deste período, acredito que a partir do terceiro, quatro trimeste de 2009 se recomece a ver uma luz ao fundo do túnel.
O que espera do Congresso de Macau? Pegando no tema do evento, os agentes de viagens têm de que procurar novos mercados para encontrarem novas oportunidades? Os agentes de viagens têm que diversificar os mercados e vender o produto Portugal junto dos novos mercados como a China. Recordo o que disse há poucos meses Jean-Claude Baumgarten, presidente do World Travel & Tourism Council, que considerou aquele país com o maior potencial de crescimento mundial a nível de outgoing e de incomming.

Por isso, acredito que os agentes de viagens vão aproveitar a realização do Congresso, até porque vamos organizar um workshop de buyers and sellers [compradores e vendedores] onde os agentes de viagens terão todas as possibilidades de concretizar ou abrir portas para futuros negócios com a China. Tanto para trazer mais chineses para Portugal como para levar mais portugueses a visitar aquele território e o país.



No início do ano, na sua tomada de posse na direcção da APAVT, disse que os agentes de viagens têm que estar cada vez mais na web. Têm correspondido? Os agentes de viagens têm acompanhado a evolução. Estão perfeitamente equipados e é assim que tem de ser. Para estarem devidamente qualificados precisam de acompanhar essas tecnologias. Daí que estejam cada vez mais na web e a valerem-se cada vez mais destas tecnologias.
Em 2007 o Governo da República alterou a lei das agências de viagens. Ficou por completar a questão fiscal. Qual o ponto da situação? A questão fiscal não será mexida, com certeza nesta legislatura. Implicaria grandes alterações a nível de orçamento e, muito embora continuemos a pugnar por uma harmonização fiscal, estamos cientes que continuará tal como está.

Vamos ver na próxima legislatura se conseguimos levar a bom porto as nossas pretensões.
Há alguma outra questão que gostava fosse abordado pelo Governo? Tem havido uma evolução positiva em termos de produção do próprio país. Nada é perfeito. Entendemos que o Turismo de Portugal está no bom caminho, mas defendemos um maior diálogo entre os institucionais e as associações empresariais, sobretudo no que respeita à promoção do país.
O número de congressistas que vão estar em Macau agrada-o? Ultrapassou, um pouco, os dois últimos congressos. Prevejo que levaremos para a China cerca de 400 congressistas, o que é assinalável, num ano como este. Aliás, verificamos que a escolha da China foi oportuna porque aquele mercado é importantíssimo.

Por isso, apelo a quem não se inscreveu ainda que o faça porque há uma grande expectativa. O Congresso tem um peso enorme a nível de oradores. E será sobretudo importante, numa altura de crise, podermos debater ideias, tentar encontrar soluções para ultrapassar os problemas que se apresentam aos agentes de viagens.
(Foto APAVT)

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